Ana

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sexta-feira, 30 de abril de 2010

A Semente!

A semente não pode saber o que lhe vai acontecer, a semente jamais conheceu a flor. E a semente não pode nem mesmo acreditar que traga em si a potencialidade para transformar-se em uma bela flor. Longa é a jornada, e sempre será mais seguro não entrar nessa jornada, porque o percurso é desconhecido, e nada é garantido. Nada pode ser garantido. Mil e uma são as incertezas da jornada, muitos são os imprevistos -- e a semente sente-se em segurança, escondida no interior de um caroço resistente. Ainda assim ela arrisca, esforça-se; desfaz-se da carapaça dura que é a sua segurança, e começa a mover-se. A luta começa no mesmo momento: a batalha com o solo, com as pedras, com a rocha. A semente era muito resistente, mas a plantinha será muito, muito delicada, e os perigos serão muitos. Não havia perigo para a semente, a semente poderia ter sobrevivido por milênios, mas para a plantinha os perigos são muitos. O brotinho lança-se, porém, ao desconhecido, em direção ao sol, em direção à fonte de luz, sem saber para onde, sem saber por quê. Enorme é a cruz a ser carregada, mas a semente está tomada por um sonho, e segue em frente. Semelhante é o caminho para o homem. É árduo. Muita coragem será necessária.

Ás vezes enfrentamos o desafio das rochas, das pedras em nosso caminho, para aflorar à luz do dia. Quando nos defrontamos com uma situação muito difícil, há sempre uma escolha: podemos ficar repletos de ressentimentos e tentar encontrar alguém ou alguma coisa em que pôr a culpa pelas nossas dificuldades, ou podemos enfrentar o desafio e crescer.A flor nos mostra o caminho, na medida em que a sua paixão pela vida a conduz para fora da escuridão, para o mundo da luz. Não há nenhum sentido em se lutar contra os desafios da vida, ou tentar evitá-los ou negá-los. Eles estão aí, e se a semente deve transformar-se na flor, precisamos passar por eles.

sábado, 24 de abril de 2010

Cartola e Candeia

Preciso Me Encontrar

Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar
Se alguém por mim perguntar
Diga que eu só vou voltar
Depois que me encontrar...
Quero assistir ao sol nascer
Ver as águas dos rios correr
Ouvir os pássaros cantar
Eu quero nascer
Quero viver...
Deixe-me ir
Preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Sorrir prá não chorar
Deixe-me ir preciso andar
Vou por aí a procurar
Rir prá não chorar...

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Coração Vagabundo....

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher...

Que passou por meus sonhos
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!

Meu coração não se cansa
De ter esperança
De um dia ser tudo o que quer
Meu coração de criança
Não é só a lembrança
De um vulto feliz de mulher...

Que passou por meus sonhos
Sem dizer adeus
E fez dos olhos meus
Um chorar mais sem fim
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!

Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!
Meu coração vagabundo
Quer guardar o mundo
Em mim!

domingo, 18 de abril de 2010

Dar não é fazer Amor!

Dar é dar.
Fazer amor é lindo,
é sublime,
é encantador,
é esplêndido,
mas dar é bom pra cacete.

Dar é aquela coisa
que alguém te puxa os cabelos da nuca,
te chama de nomes que eu não escreveria,
não te vira com delicadeza,
não sente vergonha de ritmos animais.

Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.

Dar sem querer casar,
sem querer apresentar pra mãe,
sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.

Dar porque
o cara te esquenta a coluna vertebral,
te amolece o gingado, te molha o instinto.

Dar porque
a vida de uma publicitária em começo de carreira
é estressante, e dar relaxa.

Dar porque
se você não der para ele hoje,
vai dar amanhã, ou depois de amanhã.

Dar sem esperar ouvir promessas,
sem esperar ouvir carinhos,
sem esperar ouvir futuro.

Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para as mais desavisadas, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazia.

Dar é não ganhar.
É não ganhar
um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro
quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar,
para apresentar pra mãe,
pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que cê acha amor?".

Dar é inevitável,
dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda,
muito mais do que qualquer coisa,
uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa,
cura o mau humor,
ameniza todas as crises e faz você flutuar
o suficiente pra nem perceber as catarradas na rua.

Se você for chata, suas amigas perdoam.
Se você for brava, suas amigas perdoam.
Até se você for magra, as suas amigas perdoam.
Mas... experimente ser amada.”“.

Autoria de Luís Fernando Veríssimo

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Marisa Monte

Quando vem rompendo o dia
eu me levanto, começo logo a cantar
Esta doce melodia que me faz lembrar
Daquelas lindas noites de luar,
eu tinha um alguém sempre a me esperar
Desde o dia em que ela foi embora
eu guardo esta canção na memória
Desde o dia em que ela foi embora
eu guardo esta canção na memória

Laiá laiá lalaiá, laiá laiá lalaiá
Laiá laiá, lalaiá lalaiá, lalaiá laiá

Eu tinha esperança que um dia ela voltasse
para a minha companhia
Deus deu resignação
ao meu pobre coração
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.

Quando vem...
Quando vem rompendo o dia
eu me levanto, começo logo a cantar
Esta doce melodia que me faz lembrar
Daquelas lindas noites de luar,
eu tinha um alguém sempre a me esperar
Desde o dia em que ela foi embora
eu guardo esta canção na memória
Desde o dia em que ela foi embora
eu guardo esta canção na memória.

Laiá laiá lalaiá, laiá laiá lalaiá
Laiá laiá, lalaiá lalaiá, lalaiá laiá

Eu tinha esperança que um dia ela voltasse
para a minha companhia
Deus deu resignação
ao meu pobre coração
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.

Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.
Laiá laiá lalaiá, laiá laiá lalaiá
Laiá laiá, lalaiá lalaiá, lalaiá laiá
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.
Laiá laiá lalaiá, laiá laiá lalaiá
Laiá laiá, lalaiá lalaiá, lalaiá laiá
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.
Laiá laiá lalaiá, laiá laiá lalaiá
Laiá laiá, lalaiá lalaiá, lalaiá laia
Não suporto mais tua ausência,
já pedi a Deus paciência.

terça-feira, 13 de abril de 2010

A Eterna Clara Nunes

Conto De Areia


É água no mar, é maré cheia ô
mareia ô, mareia
É água no mar...
Contam que toda tristeza
Que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos
Molhados de mar.
Não sei se é conto de areia
Ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia
Pra gente contar.
Um dia morena enfeitada
De rosas e rendas
Abriu seu sorriso moça
E pediu pra dançar.
A noite emprestou as estrelas
Bordadas de prata
E às águas de Amaralina
Eram gotas de luar.
Era um peito só
Cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa (2x)
Quem foi que mandou
O seu amor
Se fazer de canoeiro
O vento que rola das palmas
Arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas
de Iemanjá
E o mestre valente vagueia
Olhando pra areia sem poder chegar
Adeus, amor
Adeus, meu amor
Não me espera
Porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros
De minha senhora
Desfia colares de conchas
Pra vida passar
E deixa de olhar pros veleiros
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira mar, foi beira mar que chamou
Foi beira mar ê, foi beira (2x)

domingo, 28 de março de 2010

Poema Annabel Lee

Esse é o poema que eternizou a amada de Allan Poe

Annabel Lee

Foi há muitos e muitos anos já,
Num reino de ao pé do mar.
Como sabeis todos, vivia lá
Aquela que eu soube amar;
E vivia sem outro pensamento
Que amar-me e eu a adorar
Eu era criança e ela era criança,
Neste reino ao pé do mar;
Mas o nosso amor era mais que amor -
O meu e o dela a amar;
Um amor que os anjos do céu vieram
a ambos nós invejar.
E foi esta a razão por que, há muitos anos,
Neste reino ao pé do mar,
Um vento saiu duma nuvem, gelando
A linda que eu soube amar;
E o seu parente fidalgo veio
De longe a me a tirar,
Para a fechar num sepulcro
Neste reino ao pé do mar.
E os anjos, menos felizes no céu,
Ainda a nos invejar...
Sim, foi essa a razão (como sabem todos,
Neste reino ao pé do mar)
Que o vento saiu da nuvem de noite
Gelando e matando a que eu soube amar.
Mas o nosso amor era mais que o amor
De muitos mais velhos a amar,
De muitos de mais meditar,
E nem os anjos do céu lá em cima,
Nem demônios debaixo do mar
Poderão separar a minha alma da alma
Da linda que eu soube amar.
Porque os luares tristonhos só me trazem sonhos
Da linda que eu soube amar;
E as estrelas nos ares só me lembram olhares
Da linda que eu soube amar;
E assim 'stou deitado toda a noite ao lado
Do meu anjo, meu anjo, meu sonho e meu fado,
No sepulcro ao pé do mar,
Ao pé do murmúrio do mar.

Biografia de Edgar Allan Poe

Edgar Allan Poe nasceu em Boston, no dia 19 de Janeiro de 1809. Seu avô David Poe participou da Guerra da Independência, e seu pai (também chamado David Poe) apaixonou-se pela atriz inglesa Elisabeth Arnold, casando-se com ela. Edgar Allan Poe teve dois irmãos e seus pais faleceram pouco tempo depois do nascimento de Rosalie, a filha mais nova do casal. Porém, não ficaram desamparados e foram adotados pelo rico casal John Allan e Frances Keeling Allan.

Poe estudou em Londres na Stoke-Newington; algum tempo depois continuou seus estudos de volta a Richmond, na Universidade Charlotteville. Allan Poe, apesar de muito inteligente era também muito genioso, e isto lhe valeu a expulsão desta universidade.

Edgar Allan Poe era um jovem aventureiro, romântico, orgulhoso e idealista. Continuou seus estudos em Virgínia, mas também foi expulso por não se enquadrar nos padrões comportamentais daquela época. Na verdade, Allan Poe era um boêmio que vivia no luxo, se entregando à bebida, ao jogo e às mulheres. Mais tarde, foi para a Grécia e ingressou no exército lutando contra os turcos.

Porém, suas ambições militares não vingaram, e perdeu-se nos Balcans chegando até a Rússia, sendo repatriado pelo cônsul americano. De volta a América, descobre que sua mãe adotiva havia falecido.

Logo após, alista-se num Batalhão de artilharia e matricula-se na Academia Militar de West Point. Mas com o lançamento de uma compilação de poesias em 1831, desliga-se da Academia e corta relações com seu pai adotivo, devido ao casamento com outra mulher, o que teria deixado Poe muito contrariado.

Aos 22 anos, vivendo na miséria, publica Poemas. Já em Baltimore procura pelo irmão Willian e assiste a morte dele. Allan Poe passa a viver com uma tia muito pobre e viúva com duas filhas. Durante dois anos vive em miséria profunda. Mas vence dois concursos de poesias e o editor Thomaz White entrega-lhe a direção do "Southern Literary Messenger".

Em 1833 lança Uma aventura sem paralelo de um certo Hans Pfaal. Dirige a revista por dois anos. Allan Poe gozava de uma certa reputação com leitores assíduos. Depois de sua vida estabilizada, aos 27 anos casa-se com sua prima de 13 anos, Virgínia Clemn. No ano de 1838 trabalha na Button’s Gentleman Magazine na companhia de sua esposa. O casal vivera na Filadélfia, Nova York e Fordham. Em 1847, sofre com a morte de sua esposa vitimada pela tuberculose.

Em 1849, Allan Poe lança O Corvo. Eureka e Romance Cosmogônico lhe atribuem a fama necessária para provocar a censura da imprensa e da sociedade. Desiludido, volta para Richmore e depois vai para Nova York e entrega-se à bebida. Antes de seguir para a Filadélfia, resolve encontrar-se com velhos amigos. Na manhã seguinte, Poe é encontrado por um amigo em estado de profundo desespero, largado numa taberna sórdida, de onde o transportaram imediatamente para um hospital. Estava inconsciente e moribundo. Ali permaneceu, delirando e chamando repetidamente por um misterioso "Reynolds", até morrer, na manhã do domingo seguinte, aos 39 anos e deixando uma vasta obra em sua vida de sacrifícios e desordem. Era 7 de outubro de 1849, e os Estados Unidos perdiam um de seus maiores escritores. Até hoje não se sabe ao certo o que tenha acontecido naquela noite. Teria o autor, sido vítima da loucura que em tantos contos narrou? Muitos afirmam que tenha sido vítima de uma quadrilha que o envenenou, mas o mais certo é que tenha tido uma overdose de ópio.

Poe escreveu novelas, contos e poemas, exercendo larga influência em autores fundamentais como Baudelaire, Maupassant e Dostoievski. Mas admite-se que seu maior talento era em escrever contos. Escreveu contos de horror ou "gótico" e contos analíticos, policiais. Os contos de horror apresentam invariavelmente personagens doentias, obsessivas, fascinadas pela morte, vocacionadas para o crime, dominadas por maldições hereditárias, seres que oscilam entre a lucidez e a loucura, vivendo numa espécie de transe, como espectros assustadores de um terrível pesadelo. Entre os contos, destacam-se O gato preto, Ligéia, Coração denunciador, A queda da casa de Usher, O poço e o pêndulo, Berenice e O barril de amontillado. Os contos analíticos, de raciocínio ou policiais, entre os quais figuram os antológicos Assassinato de Maria Roget, Os crimes da Rua Morgue e A carta roubada, ao contrário dos contos de horror, primam pela lógica rigorosa e pela dedução intelectual que permitem o desvendamento de crimes misteriosos.

Em seus contos, Poe se concentrava no terror psicológico, vindo do interior de seus personagens ao contrário dos demais autores que se concentravam no terror externo, no terror visual se valendo apenas de aspectos ambientais.

Geralmente, os personagens sofriam de um terror avassalador, fruto de suas próprias fobias e pesadelos, que quase sempre eram um retrato do próprio autor, que sempre teve sua vida regida por um cruel e terrível destino. Nenhum de seus contos é narrado em terceira pessoa, desse modo, vê-se como realmente é sempre "ele" que vê, que sente, que ouve e que vive o mais profundo e escandente terror. São relatos em que o delírio do personagem se mistura de tal maneira à realidade que não se consegue mais diferenciar se o perigo é concreto ou se trata apenas de ilusões produzidas por uma mente atormentada.

Em quase todos os contos, sempre há um mergulho, em certas profundezas da alma humana, em certos estados mórbidos da mente, em recônditos desvãos do subconsciente. Por esses aspectos a psicanálise lança-se ao estudo da obra de Poe, já que a mesma possui uma grande leva de exemplos que ilustram suas demonstrações. Independentemente desse aspecto, sua obra é lembrada pelo talento narrativo impressionante e impressivo, pela força criadora monumental e pela realização artística invejável, fazendo com que Edgar Allan Poe seja considerado um dos maiores autores de contos de terror.

quinta-feira, 25 de março de 2010

Em algum lugar do arco-íris

Citado por Pedro Bial no dia 24, domingo numa das eliminações do BBB:

Em algum lugar além do arco-íris
Bem lá encima
Tem uma terra, que eu ouvi falar uma vez
Numa canção de ninar
Em algum lugar além do arco-íris
O céu é azul
E os sonhos que você ousa sonhar
Se realizam mesmo.
Um dia eu vou pedir a uma estrela
E acordar onde as nuvens estão distantes atrás de mim...
Onde problemas têm gosto de bala de limão
Acima das chaminés
É onde você irá me encontrar
Em algum lugar
Além do arco-íris
Pássaros azuis voam
Pássaros voam além do arco-íris
Então por que eu não posso?
Se todos aqueles pequenos pássaros azuis voam
Além do arco-íris
Por que, oh, porque... não posso?

Cuidado Meninas!

Nem tudo que parece é....

"A última bolacha do pacote costuma estar mofada..."

"O rei da cocada faz propaganda mas, vende cocada azeda..."

"O último picolé do verão costuma estar amarrotado, quebrado e com a data de validade vencida..."

Beijinhos...

domingo, 21 de março de 2010

Vinícius de Moraes

“De manhã escureço
De dia tardo
De tarde amanheço
De noite ardo
A oeste a morte conta a quem vivo
Do sul cativo
Oeste é meu norte
Outros que contem passo por passo
Ando onde há espaço
Meu tempo é quando."

sábado, 20 de março de 2010

Fernando Pessoa

"Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos
caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares.
É o tempo da travessia:
e se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.” ·

sexta-feira, 19 de março de 2010

Somente po Amor

“Que nome se dá a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento?
Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o que?
A saudade é uma prova, um certificado carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho. E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado, teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.
Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. E viver depois repletos desse amor para a vida toda.
Só por amor construímos nossa vida...
Só por amor escolhemos o nosso destino...

Portanto entrega tuas mágoas ao teu sonho e sai por aí amando tua vida com felicidade.
Abre as portas da tua vida e deixa o amor entrar e fazer bagunça no teu coração.
Entra no jogo e vive, pois não há alternativa mais sensata do que se abrir para o mundo, livre, intenso, sem medo de lágrimas, pelo prazer de ter uma vida.

Olha o caminho que te espera...
Abre teu coração, pois que o amor anda por aí, zanzando, cercando-te, doidinho para pousar no teu caminho.
Mas, por amor, não se espera recompensas,
Planta o teu verso sem, esperar a rima alheia.
Planta teu jardim, mesmo que ainda não tenhas vaso.
Não me interessa o P, da pontuação máxima,que importa marcar uma ou duas opções em um teste qualquer, qual é o mérito meu camarada de entrar em lugares proibidos,de passar por onde não se pode passar, de questionar qualquer padrão ou regra?o que o mundo precisa nesse momento é de amor, amor mesmo, aquele amor verdadeiro, incondicional, sabe porque? milhares de pessoas morreram vitimas dos mais terríveis acidentes e morrem todos os dias assassinadas, pela falta de amor.O amor não questiona, não se pergunta, não se explica, não há funcionamento para ele.Quando milhares de seres humanos estão nesse momento internados, mutilados, sem casa, família, sem esperanças; quando milhares de crianças, perderam seus pais, suas casas, seus documentos, não sabem nem quem são,não sabem seus nomes? quando temos que ver isso e quase tão pouco ou nada a fazer de que nos interessa o P da percepçao?Precisamos, de Amor.

Semeia teus grãos, antes que a fome apareça.
Tu és o dono e o condutor da tua vida.

A vida_ este espaço de tempo entre o choro dos que chegam e o choro dos que ficam...
Tu é quem deves decidir sobre tua vida.

E que tu decidas por Amor!
Pois só o Amor vale á pena!”

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Encontro

"E então vai ser assim:
Num dia não combinado,
num lugar não escolhido,
mas que um lugar florido,
finalmente vou te encontrar...

Você,
já um tanto cansado
de haver procurado.

Eu,
já muito cansada
por jamais ter sido amada.

E então vai ser assim,
Como nunca a Lua vai brilhar,
a noite terá muitas estrelas
e
juntos vamos tê-las
vivendo enfim
um grande amor.

Eu, rebuscando em mim forças
para viver o amor sonhado.

Você,
derrubando os muros do medo
para ser feliz ao meu lado.

E então vai ser assim
que vai ter fim
a minha,
a sua,
solidão.

E então vai ser assim
uma noite,
uma vida,
um amanhecer sem despedida,
um amor que não terá mais fim."

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Estácio é o meu amor....

Sambódromo 2010

Carnaval 2010

Pois bem, o Carnaval acabou e só agora parece que o ano realmente começou.E eu fico aqui pensando de onde vem essa minha paixão pelo carnaval, pelo samba, pela música e pela dança?Deve ser algo genético, depois cultural, ou sei lá, qualquer coisa parecida.Mas carnaval é assim...ou você gosta ou não gosta e se não gosta não adianta nem tentar.È paixão, e paixão não tem expicação.Como se explica o amor? porque se gosta desse e não se gosta daquele?Mas é assim...ou tudo na minha vida é assim...eu gosto, ou eu não gosto...e quando gosto não escondo que gosto, ao contrário quero mostrar que gosto, porque o gostar é transparente em mim, não tenho problemas em não querer mostrar que gosto, em ter medo de não gostar...aprendi que ou se mergulha ou se bóia...gosto de mergulhar, conhecer a profundidade das águas, o gosto dela, seu cheiro.Tudo na vida são as escolhas que fazemos, são elas que nos mostram nossos caminhos, depende de nós escolher isso ou aquilo.Escolher ser feliz,ou se esconder,escolher ir atrás daquilo que acreditamos ou escolher o que já conhecemos por medo de arriscar.Mas a vida não é um arriscar constante?O que é ser feliz? Somos felizes aos pares, ou podemos estar sozinhos e ainda assim sermos felizes? Não sei...ou acho que sei...os dois estão valendo, só depende da escolha que fizermos.Sou feliz,amo minha família, meus amigos, meu trabalho,minha casa...não me estresso com bobagens...quem quer gostar de mim, terá sempre meu carinho e meu afeto, quem não quiser terá sempre meu respeito.E a vida!
E a vida o que é?
Diga lá, meu irmão
Ela é a batida
De um coração
Ela é uma doce ilusão
Hê! Hô!...

E a vida
Ela é maravilha
Ou é sofrimento?
Ela é alegria
Ou lamento?
O que é? O que é?
Meu irmão...

Há quem fale
Que a vida da gente
É um nada no mundo
É uma gota, é um tempo
Que nem dá um segundo...

Há quem fale
Que é um divino
Mistério profundo
É o sopro do criador
Numa atitude repleta de amor...

Você diz que é luxo e prazer
Ele diz que a vida é viver
Ela diz que melhor é morrer
Pois amada não é
E o verbo é sofrer...

Eu só sei que confio na moça
E na moça eu ponho a força da fé
Somos nós que fazemos a vida
Como der, ou puder, ou quiser...

Sempre desejada
Por mais que esteja errada
Ninguém quer a morte
Só saúde e sorte...

Viver e não ter a vergonha de ser feliz...cantar e cantar...a beleza de ser um eterno aprendiz....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Amor!

AMOR
AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER;
É FERIDA QUE DÓI E NÃO SENTE;
É UM CONTENTAMENTO DESCONSTENTE;
É DOR QUE DESATINA SEM DOER;
É UM QUERER MAIS QUE BEM QUERER;
É SOLITÁRIO ANDAR POR ENTRE A GENTE.
É NUNCA CONTENTAR-SE DE CONTENTE;
É CUIDAR QUE SE GANHA EM SE PERDER;
É QUERER ESTAR PRESO POR VONTADE;
É SERVIR A QUEM NOS MATA LEALDADE, MAS COMO CAUSAR PODE AO SEU FAVOR NOS CORAÇÕES HUMANOS AMIZADE,
SE TÃO CONTRÁRIO A SI É O MESMO,
AMOR?
Luis de Camões.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Encontros e Despedidas

Encontros e Despedidas

Nas artes, como nos ciclos da vida, muitos fatos se repetem; só diferenciam no modo como se expressam.Um dos mais recorrentes é o mito do eterno retorno. Atualiza a ancestral parábola do Filho Pródigo e confirma o desígnio de que voltar é a alegria de quem tentou, a despeito da angústia dos que ficaram. Como nascer e morrer, escrevemos com a caligrafia do tempo o incessante ir e vir, companhia e solidão.Algumas canções e poesias cantam e declamam lindamente esse tema.Na melodia de Tom Jobim, Vinícius roga a seu desalento que interceda na separação: “Vai minha tristeza e diz a ela que sem ela não pode ser.Diz-lhe numa prece que ela regresse, porque eu não posso mais sofrer” (Chega de Saudade) Noutra canção desesperada o poeta implora: “Volta, vem viver outra vez ao meu lado, não consigo dormir sem teu braço, pois meu corpo está acostumado” (Volta). “Eu sei que vou chorar a cada ausência sua eu vou chorar,mas cada volta sua há de apagar o que essa ausência tua me causou.Em cada despedida eu vou te amar desesperadamente eu sei que vou te amar” (Vinícius).”Mais uma vez você vai, leva um pedaço de mim, mais uma vez vou ficar te esperando aqui” (Zezé de Camargo).
Quem parte leva saudade de alguém que fica chorando de dor, por isso não quero lembrar quando partiu meu grande amor...
E uma alma feminina irrompe em aflição e ternura: “Vou voltar haja o que houver vou voltar...vou chegar a qualquer hora ao meu lugar, e se outra pretendia te roubar, dispensa essa vadia, eu vou voltar” (Palavra de Mulher),Chico Buarque.Em cada canto, a quimera de um retorno. Em “Encontros e Despedidas”,Milton e Fernando Brant meditam que “Chegar e partir são só dois lados da mesma viagem. O trem que chega é o mesmo trem da partida. A hora do encontro é também da despedida. E a plataforma dessa estação é a vida deste meu lugar...é a vida”. Ir e vir....chegar e partir...chorar e sorrir. Melhor fosse que ninguém partira e precisasse retornar. E se consumaria a exortação emotiva de Chico:Fica, meu amor, quem sabe um dia, por descuido ou poesia, você goste de ficar!”Mas, qual o quê, o ir-se é a definitiva lei da vida; voltar, um intento preso a essa lei, por retalhos de ilusões e sonhadas maravilhas.
Beijo
Ana

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

"Ora em Silêncio e confia em Deus,
esperando pela Divina Providência,
porque Deus tem estradas, onde o mundo
não tem caminhos."
Chico Xavier
"Se um de vocês tem cem ovelhas e perde uma,
Será que não deixa as noventa e nove no campo
Para ir atrás da que se perdeu,
até encontrá-la?"
Lucas:15,4

domingo, 31 de janeiro de 2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

domingo, 24 de janeiro de 2010

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Madre Teresa de Calcutá

" Ama-me por Amor somente” ·

Ama-me por amor somente.
Não digas: "Amo-a pelo seu olhar,
o seu sorriso, o modo de falar
honesto e brando. Amo-a porque se sente
minh'alma em comunhão constantemente
com a sua".

Porque pode mudar
isso tudo, em si mesmo, ao perpassar
do tempo, ou para ti unicamente.

Nem me ames pelo pranto que a bondade
de tuas mãos enxuga, pois se em mim
secar, por teu conforto, esta vontade
de chorar, teu amor pode ter fim!
Ama-me por amor do amor, e assim
me hás de querer por toda a eternidade.

Madre Teresa de Calcutá

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

domingo, 17 de janeiro de 2010

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

domingo, 10 de janeiro de 2010

A Alma

A ALMA

...E O DEUS DOS DEUSES SEPAROU DE SI MESMO UMA ALMA E A DOTOU DE BELEZA.
E DEU-LHE A SUAVIDADE DA BRISA MATINAL E O PERFUME DAS FLORES DO CAMPO E A DOÇURA DO LUAR.
E ENTREGOU-LHE A TAÇA DA ALEGRIA, DIZENDO-LHE: "SÓ PODERÁS BEBER DESTA TAÇA SE ESQUECERES O PASSADO E NÃO TE PREOCUPARES COM O FUTURO." E ENTREGOU-LHE A TAÇA DA TRISTEZA, DIZENDO: “BEBE DELA, E COMPREENDERÁS A ESSÊNCIA DA ALEGRIA DA VIDA."
E SOPROU NELA UM AMOR QUE A ABANDONARIA AO PRIMEIRO SUSPIRO DE SACIEDADE, E UMA MEIGUICE QUE A ABANDONARIA A PRIMEIRA MANIFESTAÇÃO DE ORGULHO.
E FEZ DESCER SOBRE ELA, DO CÉU, UM INSTINTO QUE LHE REVELARIA OS CAMINHOS DA VERDADE.
E DEPOSITOU NAS SUAS PROFUNDEZAS UMA VISÃO QUE VÊ, O QUE NÃO SE VÊ.
E CRIOU NELA SENTIMENTOS QUE DESLIZAM COM AS SOMBRAS E CAMINHAM COM OS FANTASMAS.
E VESTIU-A DE UM VESTIDO DE PAIXÃO QUE OS ANJOS TECERAM COM AS ONDULAÇÕES DO ARCO-ÍRIS.
E COLOCOU NELA AS TREVAS DA DÚVIDA, QUE SÃO AS SOMBRAS DA LUZ.
E TOMOU FOGO DA FORJA DO ÓDIO, E VENTOS DO DESERTO DA IGNORÂNCIA, E AREIA DO MAR DO EGOÍSMO, E TERRA PISADA PELOS PÉS DOS SÉCULOS E AMASSOU TODOS ESSES ELEMENTOS E FEZ O HOMEM.
E DEU-LHE UMA FORÇA CEGA QUE SE INFLAMA NAS HORAS DE LOUCURA E DESVANECE DIANTE DAS TENTAÇÕES.
DEPOIS, DEPOSITOU NELE A VIDA, QUE É O REFLEXO DA MORTE.
E SORRIU O DEUS DOS DEUSES, E CHOROU, E SENTIU UM AMOR INCOMENSURÁVEL E INFINITO E UNIU O HOMEM Á ALMA.

GIBRAN KHALIL GIBRAN

ANINHA

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As trilhas da alma


Existem os caminhos do corpo, e existem as trilhas do espírito.
Existem as paisagens de fora, e existe o terreno de dentro.


Existem os olhos do corpo, e existe o olhar da alma.
E o que sabemos sobre a alma humana?

Há realidades que só se deixam captar pela retina da alma...

Ela sorriu e disse:
“Hoje eu vi a Bondade, a Inocência e a Ternura...”
A criança pequena que fomos um dia.

A vida é um instante, um sopro, uma brisa que passa...
A escola e os primeiros mestres.A hora do recreio, os deveres, as brincadeiras.
Os pais e os filhos, os irmãos, a família.
Mãos a proteger, e corações a amar.
Sentimentos, lembranças e histórias compartilhadas.
O inconsciente familiar.

As memórias poéticas que registram o que nos encantou, o que nos comoveu.
O que dá beleza á nossa vida...
A grandeza e a majestade do mar...
A criança, ainda pequena, a brincar com as conchas na praia.
O tempo que tudo consome e transforma.

As ondas do mar, da vida, e o seu eterno avançar e recuar.
Feito pegadas deixadas na areia úmida,
Nossos rostos e nossos nomes em breve e para sempre apagados.
Aproveitar os nossos breves dias terrenos para refletir sobre as ondas do mar, da existência, que tudo continuamente apagam.

Um minuto, um breve instante, ou menos ainda...

Refletir sobre a brevidade e a fragilidade da vida terrena.
Somente acolhendo a nossa fragilidade descobriremos os mistérios que a existência encerra.

Navegar os mares do espírito, em busca de tesouros imperecíveis.
Recordar que desta morada nada se levará exceto àquilo que se traz no coração.

Cultivar bens infinitos,pois os bens finitos jamais haverão de saciar a sede do Absoluto.
Uma sede que nos faz aproximar do nosso Criador.

O sopro que vivifica,_ a essência mais pura e intocada da alma...
E em meio á agitação do mundo, permanecer desperto para as potencialidades do espírito.
Vivenciar a leveza imponderável da meditação.

Realizar a passagem de Deus “lá de cima” para o Deus “aqui dentro” do coração.
Refletir sobre o sentido e o significado da vida.

“Quando a essência da vida é o amor, a morte é terna.”

sábado, 11 de julho de 2009

Poesia...alimento da Alma...


"Enquanto houver um louco, um poeta e um amante...Haverá sonho, amor e fantasia.E enquanto houver sonho, amor e fantasiahaverá esperança. Nada virá do nada!” ·- Shakespeare -

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Porque sou uma Bruxa?


Sou uma bruxa porque... Sempre que abro os olhos ao despertar, me emociono por mais um dia para viver. Neste momento procuro refletir a respeito dos obstáculos impostos pela inveja, injúria e cobiça e vejo que deles busco a força para lutar por um mundo melhor e peço proteção para o dia de hoje. Sou uma bruxa porque... Ao abrir as janelas e respirar o ar da manhã, agradeço a Deus pelo dom da vida, e celebro o pai ar pela sua presença em mim. Sou uma bruxa porque...Ao me alimentar, celebro aquele bendito alimento e bendigo todos aqueles que contribuíram com seu trabalho para que o mesmo chegasse a minha mesa. Sou uma bruxa porque... Sempre de alguma forma renasce amor em mim, e minha alma agradecida transmite luz. Sou uma bruxa porque...Me envolvo e me comprometo a serviço da justiça e da paz no mundo. Sou uma bruxa porque... Estou sempre insistindo em abrir as portas do meu coração para transmitir os ensinamentos dos antigos e facilitar a grande arte nos corações dos que me cercam. Sou uma bruxa porque... Estou sempre acendendo um fósforo sem maldizer a escuridão. Sou uma bruxa porque... Busco a verdade sem jamais me conformar com a mentira e o subterfúgio. Sou uma bruxa porque... renuncio ao egoísmo e procuro ser generosa. ★Sou uma bruxa porque... quando sorrio para alguém, mesmo estando muito cansada, pois conheço o valor de um sorriso. Sou uma bruxa quando...Tomo um animal em meu colo para lhe amenizar a dor. Quando planto e colho o que a mãe natureza me serve e agradeço por tamanha dádiva. Sou uma Bruxa quando... persigo a luz de uma estrela com o olhar e tenho fé no futuro. Sou uma bruxa quando... Me recolho em silêncio perante ao julgamento preconceituoso ou injusto a meu respeito, entrego ao tempo. Único pólo ótico da verdade imutável. Sou bruxa quando... desenvolvo em meu ser a humildade de viver e morrer como o grão de trigo, para depois frutificar searas de luz, de tenacidade e esplendor. Sou uma bruxa porque... estou sempre ressurgindo das cinzas como Fênix. E assim, retomar a minha vivência concreta, cujo itinerário principal é minha verdade interior, forte, guerreira, translúcida, serena e amorosa a despertar em mim. Por tudo isso que digo...
Sou uma Bruxa!

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Quem sou eu?


Ah! difícil né? Eu também to tentando descobrir porque cada dia to de um jeito.Sou temperamental, ciumenta,instável,mimada, aquariana,disciplinada, ás vezes preguiçosa;amo dormir até tarde mas acordo muito cedo,sou apaixonada por brigadeiro mas como alface com cenoura porque é saudável;adoro um lugar tranqüilo, um cinema no fim da tarde, um café, um piano bar, mas só freqüento altas baladas,roda de samba e pagode;amo música clássica, mas carnaval no Rio é pra onde eu vou todos os anos;gosto de chá de canela com hortelã mas tomo vodca com limão;amo o mar mas, detesto pisar na areia;adoro chuva mas odeio me molhar; curto a natureza mas nunca acamparia;não sou beata mas os terços são uma paixão e entrar em igrejas também;sempre rezo e sempre choro em frente a um altar; declamo poesias, canto e danço para afastar energias ruins, não sou boa,também não sou ruim, ou melhor, sou boa, ás vezes sou ruim,ou será que sou ruim e ás vezes sou boa... vá entender... eu sempre penso em criar juízo mas como ainda não descobri o que ele come deixo pra depois, quem sabe algum dia; nunca sei o que quero, mas sempre sei o que não quero.Porisso que eu disse que era difícil, mas só faço mesmo o que gosto.

Ana