Ana

Ana

quarta-feira, 30 de março de 2011

A vida é como jogar uma bola na parede: ...

A vida é como jogar uma bola na parede:
Se for jogada uma bola azul, ela voltará azul;
Se for jogada uma bola verde, ela voltará verde;
Se a bola for jogada fraca, ela voltará fraca;
Se a bola for jogada com força, ela voltará com força.
Por isso, nunca "jogue uma bola na vida" de forma
que você não esteja pronto a recebê-la.
A vida não dá nem empresta;
não se comove nem se apieda.
Tudo quanto ela faz é retribuir e transferir
aquilo que nós lhe oferecemos.

Albert Einsten

domingo, 27 de março de 2011

segunda-feira, 21 de março de 2011

Moyseis na lapa

Carnaval na Lapa

Você é linda, é tudo que eu sonhei na vida, é boa nisso, é boa naquilo, MAS...é nesse maldito MAS...que reside todos os nossos problemas.Então vamos ser claros e sinceros.Você é linda, adorei transar com você mas não tô a fim de nada além disso.Perfeito! Perfeito! Nada pior que a hipocrisia._Olha eu gosto de você, gosto mesmo, mas não estou numa fase boa.E existe fase boa pra se amar? Pra se ficar junto?Pra que inventar desculpas pra algo que está tão claro.Cara larga mão de ser FDP.Ás vezes penso que os homens ainda imaginam que somos burras, aquelas que foram criadas um dia para serem enganadas e aceitarem sem fazer qualquer questionamento.Pior ainda os babacas que só nos dão valor depois que perdem.Como pode alguém perder coisas, pessoas para dar valor? Ah! Tem que ser muito otário.O amor não é dado a essas esquisitices.Acontece uma empatia, uma atração, você curte aquilo uma, duas, três, sei lá, quantas vezes for bom...deixa acontecer...pode durar uma noite e ter valido por mil, pode durar meses, anos, só não pode durar mil noites e não ter valido por nenhuma, ou ficar acontecendo porque não há mais nada a fazer, ou porque a(o) minha(o) namorada(o) é linda(o).Ah! para o Mundo eu quero Descer!
Quero mesmo,e quero mandar tomar aquele famoso ônibus 147 da Linha Vá Se Ferrá!
Vem cá? Me dar valor depois que me perdeu?
Então é necessário que percamos tudo nessa vida...amor, trabalho, amigos, dinheiro, saúde, alegria de viver pra somente então entendermos o quanto aquilo tudo era importante?Quer uma coisa mais doida que essa?Será que não está na hora da gente crescer? Será que não está na hora de tomar uma Tequila e parar de falar tanta asneira?

sexta-feira, 18 de março de 2011

quarta-feira, 16 de março de 2011

Eu te Amo!

"Eu te amo, e o meu amor por você tem gosto e tem cheiro... e tem cor.
È verde, e é laranja...
È doce, e é amargo...
È uma felicidade exagerada,
Uma lágrima de alegria,
È um conto mal contado,
Uma poesia inacabada.
È um amor que não se mede.
Um anjo roxo... e um demônio louco.
Um anjo que chora... e um louco que canta.
È um amor imenso,
Um ódio intenso.
Eu te amo, no silêncio do meu quarto,
Nas lágrimas de saudade,
Na solidão da minha alma.
È renuncia.
È morte, È ressurreição.
È luz, é branco,
È preto, escuro, são trevas...
Chora e ri,
Está tão longe,
Mas se sente tão perto.
Dói, sangra, arde, queima,
Tem a beleza do outono,
O frio do inverno,
Desabrocha na primavera
Quebra no mar durante o verão.
Se derrama feito leite,
Se espalha como a água,
E flutua, como um enorme balão colorido!”

Ana Fernandes

terça-feira, 15 de março de 2011

Todos nós temos pedaços amargos na vida. Não vou falar de nenhum deles, porque não quero falar de tristeza. Não quero escrever sobre a mágoa, sobre a decepção, isso é muito dolorido.A constatação de um fracasso é mil vezes mais suportável do que a constatação de uma decepção, de uma traição.E eu não falo aqui somente daquela traição homem/mulher.Não! Falo sobre deslealdade. Pra mim mil vezes a infidelidade do que a deslealdade. Bom se você não sabe o significado dessas duas palavras ou acha que as duas coisas são a mesma coisa, vou dar a definição das duas segundo o “Aurélio”

fidelidade
fi. de.li.da.de
sf (lat fidelitate) 1 Qualidade de quem é fiel; 2 Semelhança entre o original e a cópia. 3 Afeição constante: A fidelidade do cão. 4 Probidade. 5 Exatidão, pontualidade.

lealdade
le. al.da.de
sf (leal+dade) 1 Qualidade de leal; 2 Ação leal. Antôn: hipocrisia.

Então, muito embora as duas palavras possam parecer parecidas, elas tem significado diferentes... Na fidelidade existe ou não uma exatidão, uma pontualidade, uma semelhança, mas na deslealdade antônimo de lealdade existe uma hipocrisia. Os pedaços ruins servem apenas como lições, se é que aprendemos numa única vez... então tentar fazer da melhor maneira possível é sempre um bom caminho, para que eles passem batidos e aprender a não nos demorarmos muito nesses pedaços.Caramba, passei por maus pedaços, mas quer saber? Já foram e hoje procuro nem pensar mais neles porque de nada serve ficar se martirizando ou então ficar se culpando... ”devia ter feito assim... devia ter feito assado...” Aquilo que não deu certo ou não está dando certo é porque é preciso mudar, e mudar dói. Não existe mudança sem dor.Porque ela marca uma passagem, algo que termina e algo que começa...droga, até para se libertar das tranqueiras é difícil e dolorido.Não é fácil dizer...Acabou e realmente ter acabado...é um processo demorado, mas sempre necessário.Mas ainda com todos os pedaços ruins que a gente vive, porque vive, é bom viver nossas histórias até o fim, vivê-las por inteiro, sem culpa, sem se atormentar com o eterno CERTO e ERRADO. É bom viver histórias, porque vivê-las é ter lembranças, é ter o que contar, o que recordar.Quem tem medo, não vive, não tem o que falar, só conta tristezas, depressões, só conhece a solidão.Alguém que não vive um história por medo, por covardia ou imaturidade não conhece o sabor da aventura, a adrenalina da paixão, o desejo.Só sabe contar fracassos,vive escondido do mundo em busca de nem se sabe o que.Para! Para e toma o ônibus 147:_ Linha Vá se Ferrá!E desce na última parada, porque se descer antes vai se perder outra vez.Que saco! No ponto final pergunta qual ônibus vai pra Cidade dos Babacas e sobe nesse e segue em frente e faz favor, não olha pra trás, porque a paisagem é desoladora, mas pra onde você vai tem tanto babaca reclamando da vida que você vai acabar achando bacana.È lá sua praia.Poluída, mas tudo bem...pra sua cabeça tá é mais do que bom.

segunda-feira, 14 de março de 2011

domingo, 13 de março de 2011

Sensível demais!

Dizem que ás Vezes as fadas costumam dançar em círculos sobre a erva verde, em baixo de velhos carvalhos ou em vales floridos, esta dança é chamada de o anel das fadas. A visão desse espetáculo é muito perigosa para o ser humano. O suave encantamento da música das fadas seduz e arrasta o espectador para dentro do anel.
Ali comem ou bebem o alimento mágico, tornando-se, assim, para sempre escravos desses seres sobrenaturais. A dança das fadas é um saltitar selvagem que lembra um pouco o ditirambo do culto de Dionísio. A dança parece durar apenas uma ou duas horas, mas o tempo real de duração é de sete anos.
Diz à lenda que as fadas são excelentes musicistas e a sua música possui especial magia e muitas canções, hoje conhecidas no mundo dos homens, têm a sua origem no mundo das fadas. Esses espíritos são fascinados por música e os músicos humanos de grande habilidade correm o risco de serem raptados por esses seres e levados ao seu reino para que seu talento seja apreciado por uma corte de fadas e outros seres espirituais. As melodias das fadas são marcadas por um som plangente, mas selvagem que, há um tempo, encanta e seduz. A pessoa que tiver o infortúnio de escutar esses sons mágicos sentirá, inicialmente, uma grande sensação de paz, até que adormece para não mais despertar. Seus instrumentos principais são: a flauta, a gaita, o violino e outros instrumentos fantásticos desconhecidos dos seres humanos. Nesse Pedaço fico fascinada, pois quando li isso em algum lugar me questionei sobre a magia que a música causa aos seres humanos. Ela encanta, seduz, contagia, inebria, porque as duas, música e dança são ligadas como se fossem almas gêmeas, impossível, uma sem a outra. Nosso corpo dança mesmo sem saber dançar ao ouvir uma melodia.O corpo se entrega, entra numa espécie de transe e quando você se dá conta ele se movimenta suavemente ou freneticamente sem se importar com nada.A música não racionaliza, em determinado momento seu corpo dança sem se importar se está certo ou errado, técnica? Existe? Claro, mas não quando se está comprometido com a música. Ela é uma viagem para dentro de nós mesmo e para fora, para alguma lugar que só a alma conhece e nos guia. Dançar é se entregar, é confiar no seu parceiro, se entregar á ele, como se entrega e se confia na vida.Penso então que os poetas e compositores freqüentemente são raptados por esses seres mágicos e seu deslumbramento é tão grande que são contagiados pela Inspiração.ela só pode vir de um lugar mágico onde muito poucas pessoas conseguem entrar e sair, sair com a música, com a letra, com a palavra que expressa qualquer sentimento.

Moyseis Marques!

sábado, 12 de março de 2011

terça-feira, 8 de março de 2011

Pedaços surgiu! assim como quase tudo na minha vida, não foi planejado, apareceu. E tinha que ser assim pedaços mesmo, pedaços que surgem do nada
e também acabam do nada. Escrever sempre foi minha paixão, mas sempre houve uma preocupação em como começar... Ter um tema, um foco, depois um começo, um meio e um fim... saber terminar sempre foi um problema pra mim, porque a inspiração não vem assim com data e hora marcada.Ela vem ou não.Ás vezes você passa dias sem conseguir combinar uma palavra com nada e em outros dias são tantos pensamentos, tantas emoções, tantas palavras que querem sair que você fica atordoado querendo não perder uma só idéia.Você acorda de madrugada para anotar rapidamente uma palavra que no dia seguinte te faça dar continuidade aquela idéia, aquele sentimento.Quando Pedaços foram surgindo eu compreendi uma nova fase literária na minha vida, acho que uma fase muito minha mesmo, tipo a minha cara, a minha praia.Passei a escrever sem preocupação em como começar e nem como terminar, sem ter mais que ser tudo rosa com rosa, azul com azul.Acho que to mais á vontade para misturar verde com roxo, laranja com Pink e por aí.Pedaços não vai ter fim, porque sempre haverão pedaços para escrever, pedaços a viver, sentir, fazer,pedaços que se foram e os que estão por vir, porque a vida não seria nada mais do que pedaços?Então acaba de nascer Pedaços e não tem hora para acabar, não terá um volume, dois... Poderá ser somente um e quem sabe muitos enquanto eu viver. Então Pedaços só terá fim quando finalmente o Criador resolver me chamar. Pensando bem sempre escrevi em pedaços e na única tentativa que fiz em escrever uma história seqüencial, não deu mesmo certo, porque até hoje a história vive na minha mente, mas o projeto no papel está inacabado, por essa total falta de não saber dar seqüência ás narrativas. E hoje pensei que minha vida também sempre foi feita de pedaços em pedaços... Engraçado isso, e o mais engraçado é somente agora eu ter dando conta dessa bagunça generalizada que é a minha vida, então jamais eu poderia ser uma escritora organizada. Pedaços vou escrevendo assim em pedaços mesmo.Eles ficam todos juntos e a cada momento pulo de um pedaço á outro.Ás vezes estou escrevendo um e me vem algo sobre outro pedaço, não tem dúvida, largo aquele e vou no outro.Louco!Espero somente conseguir levar a quem ler a compreensão de que todos os pedaços se interligam numa sincronicidade tão incrível que jamais uma seqüência conseguiria ligar. Pode entrar em Pedaços, seja Bem Vindo!Que os meus pedaços possam se juntar aos seus pedaços. Que os meus pedaços sirvam para os seus pedaços. Querendo podem mandar seus pedaços pra mim, ok?
Você está entrando nos meus Pedaços!
Aproveite
Como são pedaços, não existe uma ordem correta, eles estão de
cima pra baixo e de baixo pra cima
Você vai ter que rolar a setinha e escolher qual pedaço você vai ler primeiro
Escreva seus Pedaços, mande seus pedaços, a troca é sempre saudável
Ah! troca troca mais ainda!
Querendo me escrever:
anamerica@terra.com.br
Já deu para perceber que além de escrever eu sou apaixonada por música e dança
Gosto de muita coisa, mas atualmente sou fã incondicional de M.M.
Rola a setinha e conheça esse sorriso deslumbrante.
Beijos.

O Primeiro Clarim

Dircinha Batista
Composição: Rutinaldo / Klécius Caldas

Hoje, eu não quero sofrer
Hoje, eu não quero chorar
Deixei a tristeza lá fora
Mandei a saudade esperar, lá, iá, lá, iá
Hoje eu não quero chorar
Quem quiser que sofra em meu lugar.

Quero me afogar em serpentinas
Quando ouvir
O primeiro clarim tocar
Quero ver milhões de colombinas
A cantar:
Lá, iá, lá... lá, iá, lá...
Quero me perder de mão em mão
Quero ser ninguém na multidão.

segunda-feira, 7 de março de 2011

EU?
Já disse minha melhor especialidade é investigar a alma humana, tentar desvendar segredos, emoções, sentimentos e atitudes que me façam enxergar que o ser humano, tão complexo e tão facetado possa se mostrar pleno e verdadeiro naquilo que busca.
Presto atenção á tudo, aos pequenos detalhes, palavras escondidas no meio de frases inacabadas, respostas que não são dadas á perguntas não respondidas.
Sujeitos ocultos e predicados diretos e indiretos, esses são os meus preferidos, principalmente os sujeitos ocultos. Adoro encontrá-los.Verbos que são conjugados em todos os tempos e em todos os modos.Presto atenção principalmente ao que não foi dito e ao que se disse e como se disse.Busco encontrar dentro das almas vestígios do que fomos e tentar descobrir as intenções que carregamos e porque as carregamos.Adoro remexer por todos os lados, testar os limites, a paciência, a tolerância.Gosto de retirar do mais apurado paladar, o mais amargo veneno.Amo quando as palavras já não encontram mais tinta, nem fala disponível.Esgota-se o repertório, acaba o papel e a escrita fica ali á espera de um socorro.Essa sou eu, atenta á vida, aos detalhes e desatenta ao coração.Mas aprendi a me virar sozinha...Sou capaz de me lembrar de um olhar de 20 anos atrás e me esquecer de palavras ditas ontem mesmo.Não me contento em ser uma mulher somente linda, isso já passou na minha vida e eu não sou e nem quero ser uma menina linda, quero e sou uma mulher linda,madura, inteligente, capaz de amar um único homem com uma intensidade e um gosto muito mais apimentado do que simplesmente uma menina linda.Meninas lindas servem para desfilar na praia, mas somente quando se tem 20 anos, porque continuar uma menina linda que só anda na praia sem saber o que quer da vida, depois dos 20 é pura burrice.Só linda, não tem sal e nem açúcar.Eu hoje tenho tempero, condimento.Mas tive 20 anos e já desfilei pela praia,mas já foi, ainda bem.Porque há um vazio tão grande em ser apenas linda que ás vezes não compensa.Mas sei que em todo caminho há um perigo eminente, um desafio constante, um grito,um alerta.Seguir? Voltar? Ou nem ir?Posso pensar e dar a resposta daqui a um minuto?
Ok!
Prazer em te conhecer! Se você vier a me amar, ou se eu te amar, você vai poder ir embora, não vou te prender (coisa ruim, eu ando dispensando). vamos deixar algumas coisas bem claras, afinal o que é combinado...
Se amanhã fizer sol, não vou te perturbar implorar, chorar e nem mesmo pedir de joelhos de pijama atrás da porta, e muito menos te agarrar pelos cabelos, não vou me fazer presente na sua vida, mas ouvir umas verdades, ah! Não tem como, aí você vai: O sinal avisa:
Próxima Parada, Estação Puta que Paril: Vá
Interessante ler depoimentos no Orkut. Você já leu? Não? Experimente. Mais interessante ainda são os depoimentos de namorados ou sei lá de amores, relacionamentos, coisas como:_ Você é meu porto seguro; _ Você me traz segurança; _ Eu nada seria sem você;_ Ao seu lado eu tenho forças, e por aí. E o mais interessante é que nem bem passados alguns meses, aquele porto seguro se vai e outro porto seguro aparece.Caramba!Ninguém tá seguro. Porque o amor não pode carregar essa responsabilidade tão pesada de dar segurança ao outro, de fazer com que o outro se mexa, ande, só porque você existe ou de ter que existir para que o outro exista, ou ter que estar ao lado de alguém para que o outro tenha forças. Affe! Se eu acho lindo? Acho sim! Mas nós poderíamos comer uma pizza napolitana enquanto penso com mais carinho nessa parada. Amo pizzas, de todos os tipos e de todas as formas. Pizza com guaraná, coca-cola, com vinho, com catchup, aprendi com os cariocas porque não é coisa de paulista, enfim não importa amo pizza. Talvez meu cisne negro esteja enciumado porque nunca recebi um depoimento desses e nem mesmo acredito que tenha feito tal depoimento para alguém.Tem um lado engraçado e outro extremamente apaixonado, e eu me pergunto:_Se eu também sou um ser exageradamente apaixonado porque nunca fiz ou recebi tal depoimento?Caramba talvez eu tenha que admitir que não seja exageradamente apaixonada por ninguém, esse amor exagerado com certeza é por mim mesma, pela capricho que ás vezes tenho de querer que tudo tenha que ser como eu quero. Ou seja, quero que me amem da maneira que eu estiver precisando em determinado dia e não quero nem que fique perto de mim se naquele dia eu não estiver precisando de tanto amor assim. Então acho meio triste ter que depender da existência de outro ser para que eu possa viver.Acho bacana comermos essa pizza juntos, dividirmos o vinho, dar muita risada, acho legal se você quiser me contar sua história, suas tristezas e suas alegrias, conto as minhas também.Adoro conversa de bêbado.Aí acho que ninguém precisa desse patético depoimento em rede mundial.Pra que? Se amanhã tudo pode e com certeza vai mudar e eu não vou poder ficar transferindo essa responsabilidade cada ano pra uma pessoa. Bom, podemos nos abraçar e tentar chegar juntos até o carro vai ser divertido. Ai, a conta! Alguém se lembrou de pagar?
Você já se apaixonou por um sorriso? Um sorriso, isso mesmo... É um amor platônico, hum essa é uma palavra da qual não entendo e se não entendo não gosto. Procurar seu significado no dicionário não vai adiantar porque eu vou não continuar entendendo...porque pra mim se eu não sinto, não compreendo. Que raio é esse tal de amor platônico?Sei não! Eu to é falando desses que você sabe que infelizmente não vai poder pegar amassar, revirar, jogar pra cima, se jogar em cima, lamber, comer, beber... enfim...mas você pode sonhar...Ah! Isso ninguém tira de ninguém. O sorriso tá ali, bem na sua frente, e você vê através dele a alma que se abre, como se fosse uma flor desabrochando.Tem sorriso tímido, tem meio sorriso, sabe como é? Aquele sorriso pequeno, esquisito, você não sabe se a pessoa sorriu porque sorriu ou se sorriu pra não ficar chato. Também tem aquele sorriso exagerado, aquela gargalhada deliciosa que sai lá do fundo e vem num ímpeto que você não consegue controlar.Mas tem o sorriso, simplesmente o sorriso.Ah! Esse não tem quem explica, não mesmo... Ele é doce, simples, verdadeiro, ele é lindo. Ele desnuda a alma revelando segredos tão íntimos que só mesmo quem presta atenção a um sorriso assim consegue compreender.Gosto de ver alguém sorrindo, sou capaz de ficar horas olhando para um sorriso assim.E de repente me dar conta que apenas por aquele sorriso seria capaz de perder a cabeça ou o que ainda me resta dentro dela. _ Um café por favor_ Com açúcar. Detesto café com adoçante. É incrível como o mundo virtual facilita nossa vida e ao mesmo tempo nos enlouquece. É fácil fazer cálculos, melhor, não é mais necessário fazê-los, é bom demais pra se falar com quem está longe, porque nos dá a sensação de estar mesmo perto. Até sexo se faz virtual. Acho esquisito, mas não vou questionar. Não tem toque, e sem toque é esquisito. Não tem sorriso virtual, você não sabe se o camarada sorriu ou se deu risada ou se de repente não teve nenhuma dessas emoções. Mas uma foto consegue captar e eternizar um momento ou um sorriso. E você é capaz de ficar uma eternidade olhando para um sorriso, tentando decifrar aqueles mistérios, aquela pureza que se estampa ali, bem no meio de um rosto. Gosto de tentar adivinhar as histórias de vida que cada um leva por detrás de um sorriso, ou de uma dor, de uma lágrima.Não não gosto de Lágrimas, elas me comovem demais da conta.Sofro junto, choro junto...já o sorriso não,ele não me comove, ele me contagia, ele me fascina, me envolve com uma luz cheia de magia, cheia de vida.Não preciso saber seu nome, se você me der um sorriso.Tá explicado tudo e podemos pedir outro café_ Com açúcar e com afeto, fiz seu doce predileto...
Posso perfeitamente ter caído numa tarde qualquer de algum para queda perdido ou quem sabe ter sido atirada por uma nave espacial, por total desapego ou por dedicação excessiva. Enfim algo que já não servia mais, um ser em desuso, desatualizado, desconfigurado, com recomendação urgente para se fazer uma formatação. Mas a emoção é sempre a mesma:Mãos frias, corpo tremendo,coração saindo pela boca,a cabeça não racionaliza,você quer se jogar no outro, se fundir, entrar,errar a porta, entrar no banheiro masculino e não se dar conta.Tomar uma vodca como se fosse água, pedir a conta e se lembrar que esqueceu a bolsa em casa.Você pergunta se fez muito frio, ou olha para o céu e repete aquela interminável frase:_Acho que vai chover! Qualquer coisa nesse momento pode ser útil, qualquer coisa, mas olha só, quer saber? Vai lá cara, vai lá e vive tudo isso, porque ninguém sabe se haverá outro dia de chuva. O amor não é um dia de sol, está mais para uma tempestade, mais para um terremoto, vendaval, qualquer acidente natural. Sobe essa escada sem elevador, entra na porta que estiver aberta, senta na cadeira que estiver mais próxima e não faz pergunta. Veste o primeiro moletom que você encontrar entra num ônibus qualquer porque o importante não é onde você vai descer, mas a paisagem que você verá durante o percurso. Quando descer em qualquer ponto abraça esse Amor, ainda que ele doa, ainda que ele queime, arda, sangre,ainda que falem, abraça assim mesmo, não solta, não escuta, perdoa. Deixa pra depois... aí você resolve se vai levar o guarda-chuva ou não.
Ah! Te falei meu nome?
Ana!
Se eu me arrependo?Não! De nada. Se faria tudo igual?Não! Algumas coisas mudaria, mas não por arrependimento, por discernimento, por sabedoria, por inteligência. Costumo não pensar antes de agir, depois me arrependo dessa impulsividade, desse descontrole que me leva sempre a seguir e ouvir somente meu coração. Por outro lado, poderia escrever um romance nascido de um Botequim na Lapa, de uma mesa de compositores, de músicos, de bêbados, de putas, acho até que tem muito mais a ver comigo mesma, onde o som se misturasse as vozes cada vez mais altas e os copos virassem rápidos trazendo uma embriagante brisa as cabeças atormentadas pela poesia. Ou quem sabe de uma batucada na madrugada. Gosto dessa diversidade dessa coisa eclética que se mistura e me fascina. Me fascina estar misturada. Acho que esse amor tem mesmo que vir dessa mesa na Velha Lapa e tem que ser pegador, malandro, boêmio, daqueles que dão trabalho, sabe como é? Que você tem que fritar o peixe de olho no gato todo dia. Daqueles que você carrega pra casa de porre, tira a roupa, depois beija e fica horas olhando enquanto ele dorme, como que velando seu sono, ou tomando conta mesmo, porque se ele vomitar, pode se engasgar. Daqueles que você tem que fazer oferendas aos Orixás, fazer reza simpatia, macumba pra afastar as outras do caminho. Gosto disso. Acho que esse é meu tipo, porque o malandro sabe amar, sabe fazer uma mulher feliz, porque esse homem é aquele que se mistura e me fascina. Tem pegada. Se chover talvez eu vá. Preciso ver a previsão do Tempo e saber se posso viajar com segurança. Afinal cuidados básicos são essenciais á sobrevivência da espécie. Não se anda por aí, dando bobeira não. Gosto desse final; Gosto de me questionar de que raça sou e a que planeta pertenço de fato. Gosto de escrever coisas que não se combinam mas que eu entendo muito. Não sei se existo, mas sei que carrego um veneno mortal á espécie humana. Mordo e Mato e se não Mato, Mordo. Ah! Escrevo... Falo o que penso o que sinto... Droga... droga.
Tenho um sonho, sonho mesmo, desses que você sonha á noite... sonho em ter uma pequena casa branca cheia de flores coloridas, de onde eu pudesse ver o mar, assistir todos os dias o sol nascer e o sol se por ao cair da tarde, deixando uma cor laranja no céu. Onde eu escutasse a música do meu próprio coração e estivesse mais distante das coisas da cidade. Onde pensar no futuro seria apenas pensar no dia seguinte, nas folhas secas que eu veria voarem com o vento a brincar, formando círculos ao redor de si próprias. Um lugar onde eu sentisse o pulsar da minha alma, onde eu pudesse viver com pessoas simples, mas que carregam tantas histórias, tantas sabedorias em suas pequenas bagagens. Ouvir histórias. Gosto de ouvir histórias. Não mais me preocupar se vão gostar de mim porque eu sou bonita, ou feia, porque tenho dinheiro ou não.Um lugar onde eu pudesse e tivesse tempo de ler todos os livros que eu quero,declamar todas as poesias que eu carrego dentro de mim e que ás vezes parecem querer explodir,se atropelar nos meus pensamentos. Onde eu pudesse falar sozinha e não tivesse que me preocupar no que as pessoas estivessem pensando. Falo sozinha? Não, Não falo sozinha, falo comigo mesma. Preciso conversar com meu coração,ouvir minha alma, preciso saber de mim mesma o que procuro. Um lugar onde houvesse festas, que são realizadas na rua, onde todos participam, onde se dança com o vestido mais simples e mais florido que se tem, onde se canta e se namora... Onde se sonha. E quem sabe daí nascesse um belo romance daqueles bem açucarados, com gosto de mel enrolados uma vela amarela e oferecido aos pés de Oxum num bonito trabalho de amarração. Romance mesmo, daqueles onde se é a princesa e estivéssemos na eterna espera do príncipe encantado. Mas encantado de verdade, porque senão não é príncipe e não tem graça. To procurando um para viver uma linda e perpétua história de amor: ”E foram felizes para sempre!” Valei-me minha mãe de Oxum!Saravá! Só mesmo sendo Filha de Oxum pra poder explicar esse temperamento instável e elástico; essa teimosia, essa irreverência, esse amor exagerado e manhoso, essa ousadia que atravessa meus miolos e sai em forma de sons ou de palavras escritas numa folha qualquer. Oxum tem o humor caprichoso e mutável. Dizem que em alguns dias, suas águas correm aprazíveis e calmas, elas deslizam com graça, frescas e límpidas, entre margens cobertas de brilhante vegetação. Numerosos vãos permitem atravessar de um lado a outro.
Outras vezes suas águas, tumultuadas, passam estrondando, cheias de correntezas e torvelinhos, transbordando e inundando campos e florestas. Ninguém pode atravessar de uma margem à outra, pois ponte nenhuma as poderia ligar. Oxum não toleraria uma tal ousadia! Quando ela está em fúria, ela leva para longe e destrói as canoas que tentam atravessar o rio. Tá explicado minha bipolaridade, isso mesmo... Não é a psiquiatria que vai me diagnosticar e sim minha mãe Oxum, a Rainha das Águas Doces.
Amo Poetas e Poesias, por isso tento seguir e trilhar os caminhos da alma e do coração. Sou do Mundo, minha casa é meu tesouro, meu coração, minha família e meus amigos meus bens mais preciosos, não tenho raízes para me prender, apenas para me alimentar. Sou do Samba, do Carnaval e da Alegria. Sou Peregrina, Caminhante e Pensante. Sou Temperamental, Ciumenta, Instável, Mimada, Disciplinada, ás vezes Preguiçosa; Amo dormir até tarde, mas acordo muito cedo, sou apaixonada por brigadeiro, mas como alface com cenoura porque é saudável; adoro um lugar tranqüilo, um fim da tarde, um café, um piano bar, mas só freqüento altas baladas, roda de samba e pagode; amo música clássica, mas carnaval no Rio é pra onde eu vou todos os anos; gosto de chá de canela com hortelã, mas tomo vodca com limão; amo o mar, mas, detesto pisar na areia; adoro chuva, mas odeio me molhar; curto a natureza, mas nunca acamparia; não sou beata, mas os terços são uma paixão e entrar em igrejas também; sempre rezo e sempre choro em frente a um altar; declamo poesias, canto e danço para afastar energias ruins, não sou boa, também não sou ruim, ou melhor, sou boa, ás vezes sou ruim, ou será que sou ruim e ás vezes sou boa... Vai entender... Quem sabe algum dia; nunca sei o que quero, mas sempre sei o que não quero. Sou organizada, mas não sou neurótica, ás vezes o Caos faz parte do meu dia. Não sei se estou perto ou longe demais, se peguei o rumo certo ou errado. Sei apenas que sigo em frente, vivendo dias iguais de forma diferente. Acho que viver é a mais fascinante de todas as experiências. E o Amor o mais traiçoeiro de todos os sentimentos, mas conjugá-lo no modo presente e afirmativo ainda é fazer parte das poucas e corajosas pessoas que o desafiam todos os dias.
Amo escrever... Amo transformar pensamentos em palavras e depois escrevê-las. Amo fuçar a alma humana, pensamentos, emoções, desafiar os verbos dentro das frases, tentar combiná-los com os substantivos, adjetivos e ver tudo isso transbordando em sentimentos, poesias, músicas... Assim escrevo meu perfil dentro do meu Blog. Difícil descrever nós mesmos porque, por mais leais que tentamos ser sempre puxamos a famosa sardinha pro nosso lado. Não sou diferente, mas conheço meu Cisne Negro e é em cima dele que tento fazer os aprendizados que a vida me propõe,sei que onde existe luz existem sombras. Ás vezes bato de frente com algo ou alguém, vou até o fim quando acho que estou certa, mas, aí é que mora o perigo... nem sempre sei se estou certa.Subo os degraus, desço,tento apanhar o elevador no andar de cima, tomar um ônibus, um taxi que me leve onde estão as respostas que eu busco.Não sei lidar com a mágoa, com a injustiça e com a decepção, não sei mesmo.Fico pra morrer quando acredito em alguém e vejo que me enganei.Fico pra morrer comigo por ter me deixado enganar e com o outro a quem depositei confiança e me abraçou pelas costas.Mas sei que não posso me deixar abater por situações assim e muito menos por pessoas pequenas.Sou dura? ou mole? Não sei... Acho que dura e mole. Sou um misto de sentimentos e emoções selvagens demais para serem compreendidas. Minha vida era estudada, planejada, traçada, estruturada mas, um dia tudo ruiu, veio abaixo,não sobrou nada... Talvez fosse Dezembro ou Janeiro, durante as tempestades de verão, não me lembro mais, só sei que aprendi a não planejar mais nada, somente viver. E amanhã? Amanhã? Respondo:_É Segunda. Não tenho idade, ao invés de dizer tenho tantos anos, digo: Tenho muitos amigos, muitas paixões, algumas tristezas, alguns problemas, Duas filhas, Dois netos e dezenas de Prazeres.
Não tenho mais Planos, Sigo,Gosto de pagar pra ver... Gosto de viver, de ver, pegar, ouvir, cheirar, chorar, sorrir... Sou devota de Nossa Senhora da Glória, subo a escadaria da Penha todos os anos, sou filha de Oxum, Aquariana, Teimosa, Vaidosa, Independente, Exagerada, São Paulina, Sou Rosas de Ouro, mas a Vai Vai me enche de alegria, Sou Mocidade de Padre Miguel, mas o vermelho do Salgueiro incendeia meu corpo e meu coração e nunca poderei definir aquele azul, que não era do céu, nem era do mar, mas, que foi um rio que passou em minha vida e meu coração se deixou levar... Portela. Sou Cartola, Pixinguinha, Noel e Adoniram Barbosa, Sou da Velha Lapa e do Bexiga e acredito nisso tudo, no amor, no sorriso, na poesia e na alma. Sou Cigana, tenho cor e tenho luz e tenho brilho. Gostar de mim é um desafio, uma prova de fogo, não deve ser fácil não conviver com um ser tão controverso.
FÃ É FÃ!

domingo, 6 de março de 2011

FOTOS MAIS VELHAS, MAIS RECENTES, NÃO IMPORTA, PORQUE ELE É SEMPRE O MESMO!
ALGUÉM ME EXPLICA COMO UMA MULHER PODE FICAR MUDA SÓ DE VER UM CARA SORRIR?
QUE RAIO DE SORRISO É ESSE?
NÃO É PRECISO DIZER NADA!

sábado, 5 de março de 2011

sexta-feira, 4 de março de 2011

Panos e Planos

Moyseis Marques
Composição: Luis Carlos Máximo/ Moyseis Marques

Ganhei naquela parada, nega
E já comprei uma casinha branca
Cozinha ladrilhada
Tem samambaia e rede na varanda
Um extenso lajeado
Pra se curtir nos domingos de sol
Com churrasquinho e futebol
Espaço "pras" crianças
Na vizinhança canta um rouxinol

Traz um caixote "pros" livros
E "pro" jogo de jantar
Faz um feijão "pros" amigos
Bota um choro "pra" tocar
Traz nossos panos e planos
Pinga pro santo que hoje eu vou casar
Estabiliza as contas neguinha
Economiza e compra a blusinha
A branca de rendinha
Do balcão da Terezinha
Pode encomendar
E vai calçando os meninos
Brincadeira em Paquetá
Passando por Madureira
Trago uns mimos "pra" lhe dar
Tô com mamãe na Mangueira
Dessa maneira hoje eu não vou chegar
E num sopapo eu volto "pra escola"
Vou aprender cavaco e viola
E chega de demanda
O novo tema do meu samba
É muito amor pra dar.

Ganhei naquela parada, nega...

Emilio Santiago e M.M

quinta-feira, 3 de março de 2011

E ELE AINDA CANTA!!!!!!!!!!!!!!!!!

Ela é minha cara

Mart'nália
Composição: Ronaldo Bastos

Causa reboliço aonde passa,
Desce mais redondo que a cachaça...
Ela é a fulana de tal,
O seu palácio vai do Leme ao Pontal,
É a minha mais entre as dez mais.
Ela é gente bem,
Por isso mesmo não dá mole a ninguém,
Mas um dia eu faço ela sambar.

Ela é o colírio da moçada
Quando chega pára a batucada.
Ela é o jazzy,
E há quem diga que parece um rapaz,
Mas quem fala é louco pra encarar.

Ela é minha cara
E nem me olha quando a gente se esbarra,
Mas um dia eu faço ela sambar.
Tira onda de granfina ,
Mas p mim é só a mina
Que enfeitiçou meu coração.
Vai que um dia pinta um clima
E ela vem parar na minha
E eu vou comer na sua mão...

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Que bom que eu sou doida e santa...sorte a minha viver a vida com prazer e querer tudo que ela me dá....sorte a minha...

Eu só conheço mulher louca. Pense em qualquer uma que você conhece e me diga se ela não tem ao menos três dessas qualificações: exagerada, dramática, verborrágica, maníaca, fantasiosa, apaixonada, delirante. Pois então. Também é louca. E fascina a todos. Todas as mulheres estão dispostas a abrir a janela, não importa a idade que tenham. Nossa insanidade tem nome: chama-se Vontade de Viver até a Última Gota. Só as cansadas é que se recusam a levantar da cadeira para ver quem está chamando lá fora. E santa, fica combinado, não existe. Uma mulher que só reze que tenha desistido dos prazeres da inquietude, que não deseja mais nada? Você vai concordar comigo: só sendo louca de pedra.

MARTHA MEDEIROS(DOIDAS E SANTAS)
È bom sempre deixar claro que tudo que eu escrevo, não tem um destino e nem é dirigido a ninguém especialmente.São trechos de poemas que eu escrevo, ou que outras pessoas escrevem,músicas e poesias que eu amo e é claro fatos da minha vida, análises, reflexões que eu vivencio e passo para o papel...mas se servir de consolo...ou aquele dito popular:"Se a carapuça servir..."Bju

Onde a Dor Não Tem Razão

Teresa Cristina e Grupo Semente
Composição: Paulinho da Viola / Elton Menezes

Canto
Pra dizer que no meu coração
Já não mais se agitam as ondas de uma paixão
Ele não é mais abrigo de amores perdidos
É um lago mais tranqüilo
Onde a dor não tem razão
Nele a semente de um novo amor nasceu
Livre de todo rancor, em flor se abriu
Venho reabrir as janelas da vida
E cantar como jamais cantei
Esta felicidade ainda

Quem esperou, como eu, por um novo carinho
E viveu tão sozinho
Tem que agradecer
Quando consegue do peito tirar um espinho
É que a velha esperança
Já não pode morrer

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

RARIDADE

ADONIRAN BARBOSA
VELHA GUARDA DO SAMBA
VIVA SÃO PAULO
VIVA O BEXIGA!

Vila Esperança!

Adoniran Barbosa

Vila Esperança, foi lá que eu passei
O meu primeiro carnaval
Vila Esperança, foi lá que eu conheci
Maria Rosa, meu primeiro amor

Como fui feliz, naquele fevereiro
Pois tudo para mim era primeiro
Primeira rosa, primeira esperança
Primeiro carnaval, primeiro amor criança

Numa volta no salão ela me olhou
Eu envolvi seu corpo em serpentina
E tive a alegria que tem todo Pierrot
Ao ver que descobriu sua Colombina

O carnaval passou, levou a minha rosa
Levou minha esperança, levou o amor criança
Levou minha Maria, levou minha alegria

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Dançar!

A dança não é só uma atividade, um prazer, ela é muito mais do que tudo isso...é alma, a gente dança com a alma...tudo o mais se desliga nesse instante, e a conjunção é perfeita...você confia no seu parceiro, se entrega aos seus comandos como se entrega á vida...dançar e viver, dois verbos que se conjuga sempre no presente...

Quando danço meu corpo faz uma conexão com o universo e eu me sinto plena...plena de vida, plena de alegria...é como se a dança me fizesse transbordar da própria vida...ela me abastece, me dá forças...o que são quatro noites de carnaval? atravessar uma Sapucaí com salto alto,bolhas, peso da fantasia? Isso tudo depois de ter seguido várias bandas por vários quilômetros de ruas, entupidas de gente...gente que você nem vê...porque seu corpo está li, mas sua alma viaja muito, mas muito longe de tudo...viaja ao som de uma melodia que invade e se molda ao seu corpo formando um bolo só...não se sabe o que é corpo, o que é alma...onde está a fantasia...
Eu sou o Rei da Boemia
Carioca, sou da Lapa, patrimônio cultural
E me banhei de alegria, tiro onda, dou meu jeito
Minha vida é um carnaval
E deixa o sol bronzear
No calor do meu Salgueiro
Eu sou raiz desse chão

E canto a minha emoção
Salve o Rio de Janeiro
Canta meu Salgueiro!

domingo, 23 de janeiro de 2011

Uma história de amor
Sem ponto final
"academia do samba" é salgueiro
No "livro do meu carnaval"

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Do Jeito Que a Vida Quer

Benito Di Paula

Ninguém sabe a mágoa que trago
No peito, e quem me vê sorrir desse jeito
Nem sequer sabe a minha solidão

É que meu samba me ajuda na vida
Minha dor vai passando esquecida
Vou vivendo essa vida do jeito que ela me levar (2x)

Vamos falar de mulher
Da morena e dinheiro
Do batuque do surdo
E até do pandeiro
Mas não fale da vida
Que você não sabe o que eu já passei

Moço
Aumente esse samba que o verso não para
Batuque mais forte e a tristeza se cala
E eu levo essa vida do jeito que ela me levar

É do jeito que a vida quer
É desse jeito...(2x)

sábado, 15 de janeiro de 2011

Noel Rosa

Com Que Roupa?

Agora vou mudar minha conduta, eu vou pra luta
pois eu quero me aprumar
Vou tratar você com a força bru.....ta, pra poder me
reabilitar
Pois esta vida não está sopa e eu pergunto: com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Agora, eu não ando mais fagueiro, pois o dinheiro não
é fácil de ganhar
Mesmo eu sendo um cabra trapacei.....ro, não consigo ter nem pra gastar
Eu já corri de vento em popa, mas agora com que roupa?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Eu hoje estou pulando como sapo, pra ver se escapo
desta praga de urubu
Já estou coberto de farrapo, eu vou acabar
ficando nu
Meu paletó virou estopa e eu nem sei mais com que roupa
Com que roupa que eu vou pro samba que você me convidou?
Com que roupa que eu vou pro samba que você me
convidou?

Clara Nunes

Conto De Areia

É água no mar, é maré cheia ô
mareia ô, mareia
É água no mar...
Contam que toda tristeza
Que tem na Bahia
Nasceu de uns olhos morenos
Molhados de mar.
Não sei se é conto de areia
Ou se é fantasia
Que a luz da candeia alumia
Pra gente contar.
Um dia morena enfeitada
De rosas e rendas
Abriu seu sorriso moça
E pediu pra dançar.
A noite emprestou as estrelas
Bordadas de prata
E às águas de Amaralina
Eram gotas de luar.
Era um peito só
Cheio de promessa era só
Era um peito só cheio de promessa (2x)
Quem foi que mandou
O seu amor
Se fazer de canoeiro
O vento que rola das palmas
Arrasta o veleiro
E leva pro meio das águas
de Iemanjá
E o mestre valente vagueia
Olhando pra areia sem poder chegar
Adeus, amor
Adeus, meu amor
Não me espera
Porque eu já vou me embora
Pro reino que esconde os tesouros
De minha senhora
Desfia colares de conchas
Pra vida passar
E deixa de olhar pros veleiros
Adeus meu amor eu não vou mais voltar
Foi beira mar, foi beira mar que chamou
Foi beira mar ê, foi beira (2x)

Moisés

E da escuridão, a luz se fez...
Enorme clarão iluminando o nada...
Fagulhas de luz se derramaram sobre todos os astros
Que em sincronia, começaram a se movimentar
A emitir e a sentir, emanações de calor
E a enorme luz explodiu...
Se partiu... Se repartiu...
Se fez...E...Se desfez...
Se desmanchou em mil pedaços
E deles nasceram seres a emitir e a sentir
Emanações de vida... Inteligência... Beleza...
Harmonia e amor...

Moisés

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

AMIGOS
VAMOS DOAR SANGUE PARA QUEM PRECISA.
HEMORIO:Rua Frei Caneca, 8
Rio de Janeiro - RJ, 20211-030
(0xx)21 2332-8611
Metrô: Central
Ajude-me na divulgação, repasse para seus amigos!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Quer um conselho?
Não se iluda comigo...

Disse que te amo?
Não foi por acaso...
Te magoei?Desculpa...
Te xinguei?Você mereceu...
To nervosa?Nem chega perto...
O que eu fiz?Não te interessa...

Falou o que quis?Ouviu o que mereceu...
Me perdeu?Que pena!Não deu valor outro levou!
Inveja?Ninguém merece...
Acabou?Você supera...
Criança ou adulto?Depende...
Amigos?Tenho uns melhores...

Te abracei?Quero de novo!
Sinto saudades de você?Porque você foi especial...
O mundo?Além de pequeno, dá voltas...

Ah é?Prova então...

Amores? São coisas da vida...
Solteira?De solidão...
Casada?Com a liberdade...
Namora?Minha vida...

Pra te agradar?Não vou mudar...
Minha conduta?Depende da sua... Sobre mim?

Pense o que quiser!
Eu sei amar.
Mas não sei fugir.
Por isso, não tente me parar.
Não me peça para não ir.
Não me diga para tomar cuidado, eu não sei amar mais ou menos.
Quando eu decido, eu vou.
Me entrego me arrisco, me corto, me estrepo azar meu, sorte minha que nasci assim: vim ao mundo para sentir.
Meu coração se esgarça, a vida se desfaz me embolo em mim mesma, dou nó. E daí?
A vida é minha.
O amor é meu.
Me dou de bandeja pra quem eu quiser.

Você aí quer?
Quer mesmo?
Então leva.
Mas leva tudo.
Leva e não devolve.
Só devolve se eu pedir.

Amor não tem garantia, mas tem devolução.
Pode começar do nada, pode acabar de repente, pode não ter fim.
Mas tem sempre o meio.
Amor tem gosto de pele, língua e segredo.
Amor tem gosto de cobertas, descobertas e travesseiro.
Toda mulher é uma surpresa, uma torta mil-folhas, um bombom diferente em um lindo papel celofane.
Quer provar?
Eu posso acordar doce, ficar amarga e até dormir ácida sem você perceber.
Mas eu quero que você perceba.
Eu quero que você se alimente do que há de melhor e pior em mim.
Eu quero te mostrar cada gosto, te misturar, te revirar o estômago, te virar do avesso, jogar a receita fora.

(Nada de banho-maria!).
O amor não tem regras, o desejo não tem limites.
Minha boca é do tamanho do meu coração.
Por que você procura tanto se você já me encontrou?
Eu imperfeita pra você, você mais que imperfeito pra mim!
• E será inútil esforçar-se para esquecer - tudo o que um dia se misturou carregará consigo partículas do outro. Talvez venha o arrependimento, o recomeço, as cores voltem a brilhar como antes - mas não se pode contar com isso. Não se pode contar com nada. O único caminho viável é viver e correr o sagrado RISCO DO ACASO. E substituir o destino pela probabilidade."

Clarice Lispector

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Para o Pequeno Príncipe.....

.Nossa, há quanto tempo...Como vão as coisas no seu pequeno planeta? Aqui, no meu, andam imensamente estranhas_ muito baobá para pouca flor, se é que você entende meus simbolismos.
Quem sempre fala de você é aquela ex-miss que vivia chorando por sua causa lembra? Ela me contou da sua amizade com a Raposa.
Príncipe, como você é meu amigo de infância, não posso deixar de alertá-lo. Cuidado com a Raposa.Ela parece uma coisa, mas é outra.Faz-se de fofa e é uma cobra, uma chantagista.
Quando a conheci, ela disse que não podia conversar comigo, pois não sabia quem eu era. “A gente só conhece bem as coisas que cativou”, ela falou, toda insinuante.
Respondi que, se nós duas nos cativássemos, ela ficaria triste quando eu fosse embora. Foi quando saquei que ela queria ter um cacho comigo, pois a Raposa pegou no meu cabelo_ eu estava loira na época_ e disse que tudo bem, porque ela olharia os campos de trigo e se lembraria de mim.

Marcamos um encontro para o dia seguinte,ás 4.E ela me pediu para chegar ás 4 em ponto, dessa forma ela ficaria feliz desde ás 3 somente por esperar o momento do nosso encontro.Achei estranho, mas pensei que fosse charme.Não era.
Cheguei 15 minutos atrasada e a Raposa surtou.Falou que nós somos eternamente responsáveis por aquilo que cativamos.E perguntou para mim, olhando diretamente nos meus olhos, se eu tinha consciência de que “perder tempo” com o outro é o que faz essa história importante.Percebeu o tom da chantagem? Ela joga na cara tudo o que faz em nome do outro. Ela deseja afeto, mas o quer como uma responsabilidade de mão única. Porém, também somos responsáveis quando nos deixamos cativar_ relacionamentos são vias de mão dupla.

A Raposa exige a certeza de um compromisso com hora marcada, impondo regras á troca afetiva. As regras dela, claro, já que ela quer todo o afeto a favor do seu bem- estar. Chega a ponto de dizer que será feliz porque você virá. Como se a felicidade fosse algo condicionado ao outro, á espera do outro, ao encontro com o outro.

Veja que coisa infantil. São as crianças que precisam de horários certinhos e de associar suas emoções ás pessoas com quem se relacionam. Sentindo prazer ou desprazer diante da ausência ou presença da mãe ou do pai ou de quem quer que seja. Na criança, ainda não há um universo interior, entendeu? Quando nós crescemos, temos de conseguir ver o mundo através das nossas perspectivas, Enxergar a beleza de um trigal sem nos lembrarmos de ninguém.

A Raposa, como uma criança assustada, quer que aqueles que a amam estejam com ela na hora em que ela deseja. Achando que eles são “responsáveis” pela felicidade dela. Ou seja, o outro lhe deve algo por tê-la cativado.
Desde esse dia, não falo mais com ela. E aconselho você a fazer o mesmo.Ela não é flor que se cheire.Saudades distantes.

Verdade Chinesa

Verdade Chinesa

Emílio Santiago
Composição: Carlos Colla/Gilson

Era só isso
Que eu queria da vida
Uma cerveja
Uma ilusão atrevida
Que me dissesse
Uma verdade chinesa
Com uma intenção
De um beijo doce na boca...

A tarde cai
Noite levanta a magia
Quem sabe a gente
Vai se ver outro dia
Quem sabe o sonho
Vai ficar na conversa
Quem sabe até a vida
Pague essa promessa...

Muita coisa a gente faz
Seguindo o caminho
Que o mundo traçou
Seguindo a cartilha
Que alguém ensinou
Seguindo a receita
Da vida normal...

Mas o que é
Vida afinal?
Será que é fazer
O que o mestre mandou?
É comer o pão
Que o diabo amassou?
Perdendo da vida
O que tem de melhor...

Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...

(Repetir a letra)

(Final):
Senta, se acomoda
À vontade, tá em casa
Toma um copo, dá um tempo
Que a tristeza vai passar...
Deixa, prá amanhã
Tem muito tempo
O que vale
É o sentimento
E o amor que a gente
Tem no coração...(2x)

Por causa de você!

Por causa de você!

Só você não vê
Fingi que não sabe
Que estou sofrendo
Por causa de você

Sonho que não vem
Luzes da cidade
E eu me sinto só
Por causa de você

Eu te quero tanto
Tanto que nem sei dizer
E a felicidade pra mim
É nunca perder você

Peço pra uma estrela
Pra te convencer, em fim
Que não sou ninguém sem você
E não há você sem mim

Declaração de Amor!

Eu te amo do amanhecer ao anoitecer e mesmo quando durmo ainda te amo.
Eu te amo nas três dimensões, nas quatro luas, nos quatro elementos, nas quatro estações, nos quatro pontos cardeais.

Eu te amo nos cinco sentidos, nas sete cores do arco-íris, nas sete notas musicais, nos doze signos do zodíaco, em tudo que existe eu te amo cada vez mais.
Eu te amo na procela e na calmaria, em todos os Josés e Marias, nos infantes, nos anciãos, nos amigos, inimigos ou irmãos...

Eu te amo em toda criação.
Eu te amo no caos aparente ou na mais perfeita estrutura... Eu te amo como o próprio criador ama sua criatura.

Eu te amo no vento que vem do Norte, Na linha do horizonte, na pequena fonte, nas nuvens grávidas de chuva... Eu te amo nos meus dias nefastos e nos meus dias de sorte.

Eu te amo na árvore frondosa, na montanha majestosa, na pedra preciosa, nas miríades de estrelas do universo...

Eu te amo no pequeno átomo, na imponderável constelação, eu te amo para além de qualquer humana compreensão.

Eu te amo pelo pouco que sei de ti, pelo muito que ignoro e por aquilo que somente posso pressentir.

Eu te amo na plenitude da lida, no acaso da vida... E, depois que eu me for, nas lembranças que porventura eu deixar, hás de encontrar perfumados e palpitantes restos do que foi o meu amor!

Passione

Paixão Passione

Thaís Gulin

Composição: Ivan Lins

Paixão
Estopim aceso
Ai meu Deus
Que medo
Dele se apagar
Paixão
Minha adrenalina
Arde na retina
Quase a me cegar

Paixão
Faca de dois gumes
Preso por ciúmes
Livre pra voar
Paixão
Vale até mentira
Mas ninguém me tira
Meu enfeitiçar

Paixão
Indomável coração
Razão porque canto
Esta canção
Paixão
Ela é nossa saga
Leva e nos afoga
Salva e nos afaga
Nunca vai mudar

Passione
Nuostro vuolo checo (?)
È iluminnato (?)
Siemi solo a te (?)

Paixão
À primeira vista
Sentimento arrisca
Morre pra viver
Paixão
É minha tortura
É loucura e cura
Minha guerra e paz
Paixão
Meu certo e errado
Seguem bem casados
Parecem iguais

Paixão
Indomável coração
Razão porque canto
Esta canção
Paixão
Ela é nossa saga
Leva e nos afoga
Salva e nos afaga
Nunca vai mudar

Paixão
Passione
Passione

Sou um animal sentimental!

“Sou um animal sentimental•Me apego facilmente ao que desperta meu desejo”.
Em compensação, passado meu desejo,
Nem me lembro mais daquilo que tanto quis.
Tente me obrigar a fazer o que não quero
E você vai logo ver o que acontece.

Consegui meu equilíbrio cortejando a insanidade,
Quando tudo parece estar perdido me lembro que existem possibilidades.
Tenho a idéia, mas ás vezes os planos mudam.
Tenho um plano, mas ás vezes as idéias mudam.
Já passou, quem sabe outro dia,
Outro mês, outro ano, outra vida...
Antes eu dormia, dormia e não sonhava.
Agora já não durmo apenas sonho.
Quando foi que competimos pela primeira vez?
Não! Nunca competimos, porque eu sempre ganhei.
O que ninguém percebe é o que todo mundo sabe
Eu sou a vencedora.

Não entendo de terrorismo, entendo de amizade.
Entendo de amor.

Não estou mais interessada no que sinto
Interesso-me pelo que sei e pelo que sou.
Não acredito em nada além do que duvido
Se você espera respostas, faça perguntas...
E não espere de mim aquilo que eu não quero dar!
Você acreditou?
Pena...
Eu sou assim: instável, temperamental, dissimulada, ardilosa, sou capaz até de chorar...
Depois passa...
Esse é meu prazer...
Fazer acreditar que nada mais existe para mim naquele momento,
Fazer acreditar que posso morrer de amor...
Não posso, não quero e,
Jamais morreria de amor ou por amor...
Mentira, tudo mentira...
Mas eu me divirto...
Amor para mim não é chorado,
É vivido...
Não é morte,
É vida...
Não é mentira,
É verdade...
Portanto preste mais atenção daqui para frente,
Não acredite em tudo que vê ou em tudo que ouve,
Somente acredite naquilo que sente!”“.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Encruzilhada

"A Encruzilhada é um lugar Sagrado.Ali o peregrino tem de tomar uma decisão. por isso os deuses costumam dormir e comer nas Encruzilhadas.
Onde as estradas se cruzam, se concentram grandes energias. O caminho que será escolhido, e o caminho que será abandonado.Ambos se transformam em um caminho só.È nas Encruzilhadas que grandes decisões são tomadas e muitas coisas mudam de rumo. Você pode dormir e descansar um pouco, até mesmo consultar os deuses que habitam as Encruzilhadas. Mas ninguém pode ficar ali para sempre: uma vez feita a escolha, é preciso seguir adiante, sem pensar no caminho que deixou de percorrer.Ou a Encruzilhada se transforma em maldição."

sábado, 28 de agosto de 2010

AVES E ALMAS

Aves e Almas

As metáforas, conforme certa vez definiu um poeta,são pontes poéticas que o amor constrói...e que fazem ligação entre coisas e conceitos.
As escrituras sagradas das diferentes tradições religiosas não raramente lançam mão de metáforas para tornar mais claro o entendimento das verdades do mundo espiritual.
Metáforas_ pontes poéticas que o Amor constrói e que fazem ligação entre coisas e conceitos.
E dentre as metáforas poéticas que os versos sagrados utilizam, uma das mais belas é uma passagem dos textos da Fé Bahá’í... que compara o corpo físico a uma gaiola, e o espírito a uma ave que nela habita.
“Imaginar que o espírito pereça ao morrer o corpo, é como imaginar que o pássaro morra ao quebrar-se a gaiola.”
“Nosso corpo é apenas a gaiola, enquanto o espírito é o pássaro.Nada tem o pássaro que recear, porém com a destruição da gaiola.”
A morte física_ um mergulho no infinito, a hora de voar...
O suave vôo das aves é uma metáfora visual a nos sussurrar que a alma é livre das limitações impostas pela matéria.
Uma metáfora visual e poética que se revela aos que se dispõem a enxergar além do que os olhos podem.
Uma metáfora.
E ao deslizar pelo céu, as aves nos recordam dos nossos entes queridos que já partiram.
Todos os que deixaram para trás este mundo de provações e caminhadas,sonos e vigílias, noites e dias, esperanças...
E as aves nos recordam ainda que em breve também chegará a nossa hora de voar.
Da força das asas depende a altura a que se pode chegar.
O Corpo, frágil argila, sofre os efeitos do tempo.A Alma puro sopro, é eterna.
Aproveitar os nossos breves e incertos dias para alimentar a nossa alma com coisas boas.
Uma dieta espiritual farta de Amor e Bondade, Caridade, Pureza, Compaixão, Perdão e Justiça.Virtudes, Gratidão, Bem-Aventuranças.De modo que, quando a hora derradeira bater á nossa porta, possamos voar e com asas limpas e puras até as mais sublimes alturas.Portanto não há nada a temer e nem há nada que se perder...Estamos de passagem para crescer, aprender e evoluir e um dia nosso encontro será em algum lugar além do arco-íris, acima das chaminés

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Deus no mundo de hoje...

Se Deus tivesse vivido no mundo de hoje, ele estaria respondendo a recursos, apelos, rogatórias, precatórias, mandados de segurança, liminares e teria de explicar em inúmeras audiências sua decisão de expulsar Adão e Eva do Paraíso, apenas por transgredir uma lei arbitrária, sem nenhum fundamento jurídico: ”Não Comer o Fruto do Bem e do Mal.”.
Se ele não queria que isso acontecesse, porque colocou a tal árvore, no meio do jardim e não fora dos muros do Paraíso?
Os advogados de Adão e Eva acusariam Deus de: ”Omissão Administrativa”, porque além de colocar a árvore em local errado, não a cercou com avisos, barreiras, deixando de adotar os mínimos requisitos de segurança e expondo todos ao perigo. Também poderiam acusa-lo de indução ao crime: ”Ele chamou a atenção de Adão e Eva para o exato local onde se encontrava. Se não tivesse dito nada, gerações e gerações passariam por esta Terra sem que ninguém se interessasse pelo fruto proibido”.
Mas Deus não agira assim.Pelo contrário, escreveu a Lei e achou um jeito de convencer alguém a transgredi-la, só para inventar o castigo.Sabia que Adão e Eva terminariam entediados com tanta coisa perfeita e mais cedo ou mais tarde iriam testar sua paciência.Ficou ali esperando, talvez porque Ele o “Todo Poderoso” também estava entediado com as coisas funcionando perfeitamente.Se Eva não tivesse comido a maçã, o que teria acontecido de interessante nesses bilhões de anos?
Nada!
Quando a Lei foi violada, deus ainda simulara uma perseguição como se não conhecesse todos os esconderijos possíveis.
“Onde estás?” Perguntara Deus;
“Ouvi seu passo no Jardim tive medo e me escondi, porque estou nu”,
Respondera Adão, sem saber que a partir dessa afirmação, passava a ser réu confesso de um crime.

domingo, 25 de julho de 2010

O perdão!

O perdão não exige de modo algum que a gente confie naquele a quem perdoou. O perdão existe em primeiro lugar para aquele que perdoa, para liberá-lo de algo que vai destruí-lo, que vai acabar com sua alegria e capacidade de amar integral e abertamente. O perdão não cria relacionamento. Quando perdoamos alguém, libertamos essa pessoa do julgamento. Portanto perdoar, não significa voltar a se relacionar... Significa... Libertar e libertar-se, Todos somos filhos de Deus e todos são amados por ele de forma incondicional, portanto perdoar quer dizer também entregar essa pessoa á Deus e permitir que ele que é o Senhor de tudo o redima. Perdoar não significa esquecer, significa soltar a garganta da outra pessoa.Portanto perdoe....se você não pode ir até a pessoa

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Maravilhosoooooooooooo

(Texto na Revista do Jornal O Globo)

'Eu não sirvo de exemplo para nada, mas, se você quer saber se isso é possível, me ofereço como piloto de testes... Sou a Miss Imperfeita, muito prazer. A imperfeita que faz tudo o que precisa fazer como boa profissional, mãe, filha e mulher que também sou: trabalho todos os dias, ganho minha grana, vou ao supermercado, decido o cardápio das refeições, cuido dos filhos, marido (se tiver), telefono sempre para minha mãe, procuro minhas amigas, namoro, viajo, vou ao cinema, pago minhas contas, respondo a toneladas de e mails, faço revisões no dentista, mamografia, caminho meia hora diariamente, compro flores para casa, providencio os consertos domésticos e ainda faço as unhas e depilação!

E, entre uma coisa e outra, leio livros.

Portanto, sou ocupada, mas não uma workholic.

Por mais disciplinada e responsável que eu seja, aprendi duas coisinhas que operam milagres.

Primeiro: a dizer NÃO.

Segundo: a não sentir um pingo de culpa por dizer NÃO. Culpa por nada, aliás.

Existe a Coca Zero, o Fome Zero, o Recruta Zero. Pois inclua na sua lista a Culpa Zero.

Quando você nasceu, nenhum profeta adentrou a sala da maternidade e lhe apontou o dedo dizendo que a partir daquele momento você seria modelo para os outros.

Seu pai e sua mãe acredite, não tiveram essa expectativa: tudo o que desejaram é que você não chorasse muito durante as madrugadas e mamasse direitinho.

Você não é Nossa Senhora.

Você é, humildemente, uma mulher.

E, se não aprender a delegar, a priorizar e a se divertir, bye-bye vida interessante. Porque vida interessante não é ter a agenda lotada, não é ser sempre politicamente correta, não é topar qualquer projeto por dinheiro, não é atender a todos e criar para si a falsa impressão de ser indispensável. É ter tempo.

Tempo para fazer nada.

Tempo para fazer tudo.

Tempo para dançar sozinha na sala.

Tempo para bisbilhotar uma loja de discos.

Tempo para sumir dois dias com seu amor

Três dias.

Cinco dias!

Tempo para uma massagem.

Tempo para ver a novela.

Tempo para receber aquela sua amiga que é consultora de produtos de beleza.

Tempo para fazer um trabalho voluntário.

Tempo para procurar um abajur novo para seu quarto.

Tempo para conhecer outras pessoas.

Voltar a estudar.

Para engravidar.

Tempo para escrever um livro que você nem sabe se um dia será editado.

Tempo, principalmente, para descobrir que você pode ser perfeitamente organizada e profissional sem deixar de existir.

Porque nossa existência não é contabilizada por um relógio de ponto ou pela quantidade de memorandos virtuais que atolam nossa caixa postal.

Existir, a que será que se destina?

Destina-se a ter o tempo a favor, e não contra.

A mulher moderna anda muito antiga. Acredita que, se não for super, se não for mega, se não for uma executiva ISO 9000, não será bem avaliada. Está tentando provar não-sei-o-quê para não-sei-quem.

Precisa respeitar o mosaico de si mesma, privilegiar cada pedacinho de si.

Se o trabalho é um pedação de sua vida, ótimo!

Nada é mais elegante, charmoso e inteligente do que ser independente.
Mulher que se sustenta fica muito mais sexy e muito mais livre para ir e vir. Desde que lembre de separar alguns bons momentos da semana para usufruir essa independência, senão é escravidão, a mesma que nos mantinha trancafiadas em casa, espiando a vida pela janela.

Desacelerar tem um custo. Talvez seja preciso esquecer a bolsa Prada, o hotel decorado pelo Philippe Starck e o batom da M. A.C.
Mas, se você precisa vender a alma ao diabo para ter tudo isso, francamente, está precisando rever seus valores.

E descobrir que uma bolsa de palha, uma pousadinha rústica à beira-mar e o rosto lavado (ok, esqueça o rosto lavado) podem ser prazeres cinco estrelas e nos dar uma nova perspectiva sobre o que é, afinal, uma vida interessante'

Martha Medeiros - Jornalista e escritora

domingo, 11 de julho de 2010

A vida tem sons....

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa entender que um amor de verdade
É feito canção, qualquer coisa assim,
Que tem seu começo, seu meio e seu fim

A vida tem sons que pra gente ouvir
Precisa aprender a começar de novo.
É como tocar o mesmo violão
E nele compor uma nova canção

Que fale de amor
Que faça chorar
Que toque mais forte
Esse meu coração

Ah! Coração!
Se apronta pra recomeçar.
Ah! Coração!
Esquece esse medo de amar de novo.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Paixão ou Amor?????

Na paixão a doação é total, a dedicação é absoluta.Entra-se na relação com tudo, disposto a sair sem nada: é um milhão ou zero.No amor, busca-se a troca, o equilíbrio.Você entra com algo e espera sair com algo, é uma afetividade com empate. Na paixão você está sempre diante da pessoa da sua vida, ela não tem defeito, é perfeita....já no amor se conhece o outro com seus defeitos e qualidades, e essa aceitação que nos faz amar verdadeiramente, aceitando o outro como ele é e não como eu gostaria que ele fosse, ou como eu idealizei que ele seria.Paixão é bom, é ruim? Ninguém sabe...ela simplesmente acontece e ninguém é o mesmo depois do desvario de uma paixão..Vidas renascem com paixões.Outras viram cinzas por causa dela.Marx (Karl Marx, filosofo e economista alemão errou completamente.Não é a luta de classes que move a história, é a paixão.Paixão é a revolução a dois.E toda comunidade fica abalada. Foi assim com Romeu e Julieta,Tristão e Isolda.Não é de hoje que reinos se fazem e se refazem por causa da paixão. Paixão é alucinação amorosa, por isso é arma de dois gumes.E corta. E sangra. Se não sangrou, se não teve insônia, se não desesperou, paixão não era.Talvez fosse desejo, que o desejo é diferente. No desejo a gente quer o outro para possuir apenas, passageiramente. Na paixão, não. Na paixão, a gente quer se fundir com o outro para sempre.Existe diferença entre amor e paixão? Existe. No amor, claro que há luminosa coabitação.Mas o amor é também paciente construção. Já a paixão é arrebatamento puro e a voragem é tão grande que pode tudo se esgotar de repente.Quantas vezes se apaixona numa vida? Há gente que vive se inventando paixões para viver. E há gente que organiza toda sua vida em torno de uma única e consumidora paixão. Paixão é transgressão.A paixão tem cor. É roxa. E é vermelha. Pressupõe morte e ressurreição. Da paixão vivemos muito.
Da paixão morremos sempre.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

terça-feira, 15 de junho de 2010

segunda-feira, 14 de junho de 2010

domingo, 13 de junho de 2010

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Furkapass!!!!!

Nove de julho de 1998, dez horas da noite, estávamos a 2436m de altura num pequeno vilarejo a caminho da Áustria, ainda na Suíça. Lá fora começava a escurecer e onde quer que se olhasse eram montanhas de gelo muito próximas. O frio era terrível, a temperatura lá fora devia estar por volta dos cinco ou seis graus. O hotel parecia ter saído de uma página de livros de histórias medievais e de terror. Estávamos no 3º andar do quarto nº 34. Não havia banheiro; somente no andar de baixo, os móveis eram do século passado; havia uma cômoda muito antiga com bacia e jarro de louça com água dentro. Estávamos viajando de Chamonix na França pela encosta das montanhas geladas e este era o lugar mais alto. A impressão que eu tinha é que dali a pouco, fantasmas acorrentados do século XV iam começar a caminhar pelo hotel. Estávamos ali por uma noite apenas, ainda bem! A solidão era terrível. Não havia nada, televisão nem telefone. A única coisa a fazer era ler ou pensar na vida. Ali devia ser um bom lugar para se refletir e para se conversar com Deus, ali se sentia ele muito perto, tão perto que achei que desta vez ele iria me escutar. Lá fora o vento começava a assobiar. Rezei para que tudo desse certo. Não sabia se iria conseguir tomar banho, tirar a roupa naquela temperatura era um ato de coragem e eu não sou tão corajosa assim.Não conseguia dormir, meu coração batia muito alto e mais forte, e eu podia escuta-lo no silêncio da noite.Começava a chover lá fora e a temperatura já estava a três graus e devia beirar durante á noite perto do zero graus. Furkapass é uma estação de apoio aos viajantes e ponto de partida dos alpinistas. É um lugar estranho, onde as pessoas se movimentam devagar por causa da altura, comem enlatados e carne de caça. Parece um sonho, um lugar que não existe, como se de repente tivéssemos atravessado as portas de outra dimensão e entrado num outro mundo, ou ainda como se tivéssemos chegado no fim dele, em sua última saída, é, se o mundo tiver um fim esse lugar só poderia ser aqui. Nada conseguia esquentar o quarto que mesmo com o aquecedor ligado ainda estava gelado. Tudo era frio, as cobertas, o toque em qualquer objeto fazia subir um calafrio terrível. E eu fiquei a pensar como devia ser viver todos os dias num lugar assim, absolutamente sem nada. Ao que parecia, o hotel fechava durante o inverno já que ficava impossível chegar até ali, até porque no inverno a neve fazia desaparecer tudo. Isso me fez lembrar um pouco do filme O Iluminado, e esse pensamento fez arrepiar todo meu cabelo, uma onda de medo atravessou meu corpo gelado. Tentei não pensar mais naquilo, tentei pensar em alguma coisa boa, mas o medo era maior. Escutei passos no corredor, por segundos parei de respirar para escutar melhor, eram vozes que se aproximavam da porta, mas se perdiam ao longo do corredor. Não conseguia entender o que diziam, mas percebi que eram apenas pessoas subindo para seus quartos nada mais. Foi uma longa noite, uma fria e interminável noite num país distante, num vilarejo perdido no tempo e no espaço. É como se tudo aquilo fosse um sonho, um sonho louco e sem sentido, como se de repente meu corpo mergulhasse num lugar desconhecido e tivesse medo de se perder para sempre. Aos poucos a temperatura do meu corpo começava a esquentar, mesmo assim não dava para se mexer, um simples movimento e tudo ficava frio novamente. Fiquei pensando no rapaz que nos atendeu na portaria, falava um dialeto incompreensível, foi difícil nos entendermos, sua aparência era extremamente feia, quando sorria deixava aparecer uma boca faltando vários dentes e os que lhe restavam eram pretos e podres, o que lhe dava um aspecto ainda mais assustador. Ele também parecia ter saído de um sonho ruim. Pensei: Se ele nos matar, ninguém jamais vai saber, ninguém sabe onde estamos e com certeza aqui ninguém vai achar para nos procurar. Seria um crime perfeito! Essa idéia me paralisou por alguns momentos. Tudo ali parecia irreal, havia em tudo uma beleza assombrada: ao mesmo tempo em que atraía, amedrontava. Fiquei horas sem me mexer, pelo frio e também pelo medo. Minha fantasia ia a mil, todo tipo de pensamento passava pela minha cabeça: desde os crimes mais bárbaros até as almas penadas e sofredoras a vagar, a chorar e a reclamar pelos seus pertences. Como se elas estivessem a dizer que aquele lugar não nos pertencia, que éramos intrusos e não nos queriam ali. De dentro do quarto eu podia ouvir as batidas do relógio do corredor, tinham um ritmo metódico e melancólico, eram badaladas tristes como se naquele lugar até o relógio reclamasse por alguma coisa. Eu não conseguia saber que horas poderiam ser e levantar para ver nem pensar. O que será que aquelas pessoas faziam ali? E aquele rapaz? Qual seria seu nome? Como seria sua vida? Teria esposa? Namorada? Mãe? Mãe com certeza, mas, namorada, esposa? Com aqueles dentes? E aquele aspecto sombrio? Não sei não! Seria ele o dono do hotel? Não, acho que era só um funcionário? E se ele enlouquecesse naquela noite? Justo naquela noite? Não, isso não iria acontecer! Os pensamentos iam e vinham sem lógica alguma, sem sentido e eu não conseguia chegar a nenhuma conclusão racional. De repente meu corpo estremeceu e foi como se eu estivesse caindo vertiginosamente num abismo, a sensação era de queda, alguém falava ao meu lado, mas eu não conseguia entender suas palavras, não conseguia enxergar seu rosto, sentia apenas que era alguém que eu conhecia. Parei! Um solavanco e a queda parecia chegar ao fim. Meu corpo, corpo? Ficou flutuando pelo espaço e eu conseguia visualizar o que estava acontecendo ao meu redor. Era uma sensação estranha, parecia um sonho, um sonho que estava acontecendo.O medo passou como que por encanto e eu comecei a passear pelo estranho hotel. Era mesmo estranho; em seus corredores havia cabeça de animais empalhados, objetos antigos, móveis do século passado, parecia mais um castelo da era medieval. O hotel tinha quatro andares, todos muito parecidos, havia muitos quartos e um banheiro em cada andar, apenas no 3º andar não havia banheiro. Dentro dos quartos a mobília era muito parecida também, e em todos eles os lençóis eram muito brancos e com bordados muito antigos.Os banheiros eram ainda mais esquisitos, uma parte deles conservava a parte antiga, contracenando com reformas atuais de pisos e azulejos, havia em seus boxes cortinas de um plástico simplesmente horrível. Havia uma sala com muitos quadros na parede, quadro de pessoas, de rostos para ser mais clara. Lembrava um museu! Era como se aqueles rostos pertencessem ao local, todos seus descendentes estavam ali estampados, deviam ser suas almas que vagavam á noite pelo hotel incomodados com os hóspedes que ali dormiam. Havia também muitos troféus, que deviam ser prêmios de caça, foi o que me pareceu. Meu corpo continuava a vagar pelos corredores do hotel e ele já não parecia tão assustador. De repente me vi do lado de fora, devia estar muito frio, pelo menos uns 4º graus abaixo de zero, mas meu corpo não sentia absolutamente nada e tudo era de uma beleza inacreditável. As montanhas de gelo estavam bem ao meu alcance e eu podia toca-las, eram as geleiras eternas que nem o verão europeu consegue derrete-las.
Àquela hora não havia alpinistas nas montanhas, devia ser muito tarde, madrugada acredito.Os abismos que nos rodeavam eram impressionantes, cair ali nunca mais, era morte na certa. Por todos os lados a natureza era assustadora e também de uma beleza inconcebível. Não sei ao certo por quanto tempo meu corpo vagou por aqueles lugares, talvez tempo suficiente para que eu me familiarizasse com tudo aquilo. A noite estava muito escura e não havia iluminação no local, apenas uma lâmpada muito fraca brilhava na porta de entrada do hotel, tornando-o ainda mais assustador. Ao lado do hotel havia um enorme galpão que me pareceu ser uma espécie de enfermaria, de primeiros socorros. Não vi uma só casa no local, um pouco mais abaixo perto da estrada vi uma pequena igreja, com um sino muito velho em sua torre. Aquilo parecia estar ali há séculos. Nada mais! Apenas a neve das montanhas iluminava aquilo tudo e a noite eram ainda mais brancas. Repentinamente uma voz familiar me trouxe de volta, era a Solange que me chamava para o café da manhã. Abri os olhos e fiquei um tempo ali em estado de torpor pensando no sonho que tivera, parecia tão real e eu já conhecia aquilo tudo sem ter ao menos saído do quarto, sabia cada lugar, cada detalhe, como se sempre estivera ali. Levantei, arrumei minhas coisas e comecei a descer os degraus devagar, quando olhei aquele rapaz estava ao meu lado pedindo através de gestos que fosse mais devagar. Assustei, ele parecia ainda mais estranho. Não consegui comer! Havia na sala de refeições uns quatro ou cinco alpinistas se preparando para subir as montanhas. Saí lá fora, o dia estava nublado, chovia uma chuva muito fina e as montanhas tinham desaparecido atrás da neblina. A torre da igreja se perdia na paisagem, o sino estava mudo como se há muito tempo não tocasse, não havia um só ruído, um único som, nada que aparentava vida se mexia. O lugar era silencioso e de total abandono. A sensação era como se tudo tivesse acabado, como se fossemos os únicos sobreviventes naquele fim de mundo. Como se nada mais houvesse. Um arrepio percorreu meu corpo da cabeça aos pés. Tive medo! Começamos a descer a encosta em direção da auto – estrada e á medida que descíamos o ar melhorava e o coração voltava a bater no ritmo certo. A paisagem começou a mudar, começaram a aparecer pequenas casas, flores, os vinhedos, uma escolinha e algumas crianças brincando em seu interior. Pensei naquele lugar durante todo o caminho, as geleiras foram ficando distantes á medida que a civilização foi aparecendo novamente e eu me senti mais protegida e segura. Continuamos a viagem, mas aquele lugar nunca saiu do meu pensamento e mesmo agora anos depois aquele sonho ainda é tão real quanto naquele dia. Ás vezes chego a pensar que aquele lugar na verdade nunca existiu que foi mesmo irreal, imaginário, que foi um sonho, porque Furkapass não existe em mapa algum, ninguém nunca ouviu falar, é um lugar sem cor, é mesmo um vilarejo perdido nas encostas das montanhas geladas, encravado nos morros, rodeado por abismos e mistérios. È um caminho estranho e solitário percorrido por viajantes que se perdem e ali encontram abrigo. Poderia ser um caminho que só as almas percorrem, perdidas e acorrentadas em sua própria solidão, um caminho de sonhos, um caminho pelo qual se passa uma única vez na vida, um sonho que também só se sonha uma vez e depois nem mesmo a certeza de tê-lo sonhado temos mais.

quinta-feira, 3 de junho de 2010